Depois de uma interrupção de sete meses, protestos e incertezas sobre o futuro da companhia, o Balé Teatro Guaíra ressurge com a montagem do espetáculo  Carmen, que será apresentado no Teatro Guaíra em três sessões neste final de semana, sexta e sábado (29 e 30) às 20h30 e domingo (1º de outubro) às 18h.

A montagem tem coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni e participação da Orquestra Sinfônica do Paraná sob a regência do maestro titular, Stefan Geiger. Esta versão do balé Carmen, com a participação da orquestra, nunca foi mostrada em Curitiba.

A coreografia foi criada em 2016, pelo paulista Luiz Fernando Bongiovanni, a partir das composições de Georges Bizet e do coreógrafo russo Rodion Shchedrin. Esta montagem foi apresentada pela primeira vez no dia 16 de setembro, no 28º Festival de Dança de Cascavel, pelos 23 novos bailarinos do Balé Teatro Guaíra, recém-contratados pela Palco Paraná.

“Esta versão tem um versão muito especial com cordas e mais cinco percussionistas e me dá a oportunidade de fazer meu primeiro trabalho com nosso novo e fantástico grupo de balé”, diz Geiger, maestro titular desde 2015. “Estamos muito orgulhosos em apresentar a nova companhia do Balé Teatro Guaíra ao público com esse fantástico espetáculo”, afirma Monica Rischbieter, Diretora Presidente do Teatro Guaíra.

Em julho de 2015, uma decisão judicial extinguiu os cargos todo o corpo de bailarinos do BTG por irregularidades na contratação em 2003. Em fevereiro, o governo estadual promoveu um Processo Seletivo Simplificado (PSS), modalidade de concurso público para contratação do novo quadro bailarinos que vão estrear neste fim de semana.

Obra clássica é sobre o amor sem amarras

Carmen é uma das obras mais célebres e tocadas, inicialmente escrita em forma de ópera pelo compositor francês, Georges Bizet. Um drama de amor e ódio ambientada na Sevilha do século 19, que estreou em 1875, em Paris. Noventa anos depois, o compositor russo Rodion Shchedrin criou versão para balé, estreada pelo Balé Bolshoi.

Para o maestro Geiger, o tema da ópera é o que a torna tão fascinante. "É sobre amor sem amarras. Os conflitos sociais e emocionais que surgem a partir desta ideia são atemporais. A Carmen é fascinante por que é uma mulher bonita e tem um espírito livre e selvagem é magistralmente ilustrado pela música sedutora de Bizet. Com a adição do discurso não verbal dos bailarinos, a história é altamente atraente”.