“Guitarras, mulheres e filmes de terror. Talvez não exatamente nessa ordem”, enumera Slash sobre seus principais interesses pessoais. Para os fãs que o seguem nas redes sociais, isso é algo que ele nem precisava ter falado.  

Por telefone, de Los Angeles, o guitarrista fala em tom de brincadeira sobre todos os assuntos, menos quando se refere ao topo da lista de suas prioridades profissionais no momento: a "Living The Dream Tour", giro de sua banda de Slash ft. Myles Kennedy & The Conspirators na América Latina.

O show chega a Curitiba nesta sexta (24), na Live, às 22h. A casa abre às 18h. Os ingressos custam de R$ 120 a R$ 600 e quem é do Clube Gazeta do Povo tem 50% de desconto em até duas entradas.

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Tanto o público, quanto o local trazem às melhores lembranças a Slash. “Já fiz grandes shows lá. O público tem uma energia muito quente. Conheço muitos fãs de Curitiba”, disse.

O projeto solo é a menina dos olhos de Slash que exalta a banda formada por Myles nos vocais e mais Brent Fitz na bateria, Todd Kerns no baixo, e Frank Sidoris na guitarra e pede gentilmente para não falar sobre nada relacionado ao Guns N’Roses.

Neste show em Curitiba, a banda apresenta as canções de seu álbum mais recente "Living the Dream", lançado em setembro de 2018 e vai priorizar o repertório construído s nos outros dois álbuns com "os conspiradores". Ao contrário de outras passagens por Curitiba, os fãs devem esperar por apenas uma ou duas canções do GN'R.

Para Slash, seu material solo mais recente une hard rock de peso e alguma ousdia criativa. "Acho que tem um álbum mais imprevisível e diverso, mas ao mesmo tempo com músicas mais curtas e diretas”. 

Ele explica que o título do álbum tem duplo sentido. Por um lado fala sobre a sorte de viver do rock como muitos jovens músicos já sonharam. Por outro, há um registro sarcástico sobre a situação atual do mundo.

“Ainda que não trate diretamente de política, há uma ironia dirigida aos acontecimentos políticos e sócias que aconteceram nos últimos anos.  E também é uma celebração de poder estar na estrada de novo com essas caras vivendo o sonho”.

Nos shows, Slash, parece que consegue seguir vivendo dentro do sonho.

Vemos o mesmo cara que surgiu no final dos anos anos 1980, quando tinha decidido pela música invés da BMX, segurando a guitarra do mesmo jeito em seus solos inconfundíveis, de cartola e óculos escuros. Sexta-feira (14), é noite de ver Slash em grande forma. A Abertura é da banda República.