No livro biografia Rocking All My Dreams que será lançado hoje numa festa hoje (30) à partir das 19h, no Hard Rock Café, o mexicano radicado em Curitiba Paulo Baron diz que o produtor é o “cara no lado escuro da lua”.

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“Quando é bem feito, o público não percebe e nem deve perceber o trabalho do produtor”, explica Baron do alto de seus dez mil shows.

Quem vive no Brasil, em Curitiba nem se fala, e gosta de rock seguramente já foi a um show produzido por Baron que vive no país há 20 anos.

“Um bom produtor precisa ter ideias muito claras e um senso de respeito para os fãs. A matéria prima do trabalho é o sonho das pessoas, o artista é um vendedor de sonhos. Assim, o mais importante é respeitar os fãs”, explica Baron.  

Ele fala com conhecimento de causa. No livro que biográfico (Editora InVerso, R$ 50) que escreveu à quatro mãos com o jornalista Emerson Anversa, Baron conta que sua vida mudou no dia em que entrou sozinho na sala de sua casa, em Guadalajara, no México, e o rádio estava tocando Whole Lotta Love, do Led Zeppelin

“Eu tinha sete e hoje me sinto muito orgulhoso, por que escuto as histórias de amigos e em geral, as pessoas são influenciadas por outras. Comigo foi diferente, descobri o rock sozinho e antes nem sabia o que era. Na hora  tudo mudou, parecia uma viagem à lua e eu soube ali que tudo tinha mudado pra sempre”.

Baron não foi á lua ainda, mas esteve em mais de 50 países e produziu com sua empresa Top Link mais de 10 mil shows. De Carinhos Brown ao Echo and The Bunnymen. Do Marillion ao Iron Maiden.  O terreno onde ele pisa com mais segurança é o do hard rock e do metal. O próximo show com sua assinatura é o do Angra, nesta sexta (31) no Hard Rock Café. 

Uma das bandas com quem ele mais trabalhou na carreira que começou em Londres em 1989. A outra banda do coração de Baron é o Scorpions. Com a banda alemã que ele recebe em casa com churrasco,  já viajou o mundo e nadou no rio Amazonas. O Scorpions estará em Curitiba no próximo dia 18 de setembro, na Pedreira Paulo Leminski no Festival  Rock ao Vivo.

Seu maior orgulho foi ter produzido shows de Chuck Berry e Jerry Lee Lewis. São caras da primeira geração do rock. “Estar perto destes caras é fazer parte da história”.  

No Livro Baron, conta boa parte de suas aventuras em um trabalho que exige um bom conhecimento de psicologia (“artistas são pessoas sensíveis, diferentes das pessoas normais”) e a dose certa de “ousadia e responsabilidade”.

“Minha mensagem principal é que cada um acredite nos seus sonhos. Se a minha história inspirar pelo menos um garoto a acreditar em si mesmo e sair buscando aquilo que quer já terá valido a pena”.