Cinema

Vingadores: Ultimato encerra a terceira fase do Universo Cinematográfico da Marvel

Por: Anderson Gonçalves
Vingadores: Ultimato encerra a terceira fase do Universo Cinematográfico da Marvel

Quando os créditos de Vingadores: Guerra Infinita subiram nas telas do cinema, grande parte do público estava boquiaberta. O desfecho do filme, lançado há quase um ano, deixava em aberto o destino de alguns dos heróis mais populares da Marvel, que conquistaram fãs nos quadrinhos e, nos cinemas, protagonizaram sucessos arrebatadores de bilheteria. A espera chega ao fim na próxima quinta-feira (25), quando estreia Vingadores: Ultimato, não apenas o último episódio da franquia, mas aquele que encerra a terceira fase do chamado Universo Marvel nos cinemas. Mais que o futuro dos personagens, é a produção que vai definir o que os espectadores devem esperar para os próximos anos.

Caso você ainda não saiba, os Vingadores são o grupo de super-heróis que tem entre seus componentes Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Homem-Aranha, Viúva Negra, Thor e tantos outros criados pela Marvel nas histórias em quadrinhos. A adaptação para o cinema começou em 2012 com Os Vingadores, seguida por A Era de Ultron (2015), Guerra Infinita (2018) e, agora, Ultimato. O Universo Marvel, por sua vez, é a marca instituída em 2008 para as adaptações cinematográficas da franquia, que, em sua grande maioria, têm ligações entre si.

Nesse último episódio, os heróis vão tentar impedir que o vilão Thanos aniquile a humanidade.

US$ 2 bilhões foi a arrecadação de Vingadores: Guerra Infinita, quarta maior bilheteria da história e a maior já alcançada pela Marvel. Foto: Divulgação.

“Depois dos devastadores eventos de Vingadores: Guerra Infinita, o Universo está em ruínas por conta dos esforços do Titã Louco, Thanos. Com a ajuda dos seus aliados restantes, os Vingadores devem se reunir mais uma vez para desfazer as ações de Thanos e restaurar a ordem do universo de uma vez por todas, não importam as consequências que os esperam”, diz a sinopse oficial. Até como estratégia para atrair os espectadores e alimentar o frisson, poucos detalhes da trama foram revelados. O que se sabe é que o filme irá representar o fim da linha para personagens importantes.

Independentemente do que aconteça, nada deve evitar que o filme repita ou, provavelmente, supere o sucesso de seu antecessor. Com mais de US$ 2 bilhões arrecadados mundo afora, Guerra Infinita tornou-se a maior bilheteria do cinema em 2018, a quarta maior da história e o maior sucesso da Marvel nas telas. Em Curitiba, por exemplo, as sessões noturnas do Imax Palladium já estão com ingressos esgotados até domingo (28). Para as sessões diurnas, ainda havia ingressos apenas para quinta (25) e sexta (26).

Quarta fase

A dimensão de Vingadores: Ultimato vai muito além de colocar o ponto final em uma saga de heróis. É o filme que vai definir o futuro de uma indústria que nos últimos 10 anos arrecadou mais de US$ 17 bilhões, tornando-se a franquia cinematográfica mais lucrativa da história. A companhia já tem programados até 2022 nada menos que 17 lançamentos com data marcada, a maioria sem nenhuma informação oficial sobre quais personagens irão protagonizar as histórias. Isso porque vai depender de quem sobreviverá ao final de Ultimato.

A fase 4 do Universo Marvel já tem data para começar: 4 de julho, quando estreia Homem-Aranha: De Volta ao Lar. O personagem deve ser um dos poucos remanescentes dos heróis que protagonizaram as produções da franquia até aqui. Capitão América, Homem de Ferro e Thor deverão ser aposentados – ou, pelo menos, afastados das telas por algum tempo – para dar espaço a outros personagens que ainda não apareceram ou começaram a ser explorados, como Pantera Negra, Doutor Estranho e Capitã Marvel.

O lançamento seguinte está marcado somente para maio de 2020. As especulações indicam algumas possibilidades, como a sequência de Doutor Estranho (2016) ou de Capitã Marvel (2019). Inicialmente, havia a possibilidade de lançar Guardiões da Galáxia Vol.3, mas o impasse que envolveu o diretor James Gunn – afastado por tuítes preconceituosos e depois recontratado – adiou as filmagens. A previsão é de que o filme seja lançado somente em 2021 ou 22.

Tudo isso sem considerar os três filmes da franquia X-Men que chegam às telas nos próximos meses: Fênix Negra (7 de junho), Os Novos Mutantes (2 de agosto) e Gambit (13 de março de 2020). As produções buscam aproveitar esse intervalo para dar novo fôlego à franquia dos mutantes, que, sem ligação com o universo dos vingadores, acabou ficando meio esquecida nos últimos anos.

Mais diversidade

Com Pantera Negra e Capitã Marvel, a companhia já indicou que a aposta na diversidade é um dos caminhos que pretende seguir nas próximas produções. Apesar de ainda não confirmadas oficialmente, são certas as sequências dos dois filmes. Assim como o esperado filme solo da Viúva Negra, somente a segunda heroína da Marvel a protagonizar uma produção. Também são fortes os rumores de adaptações de Shang-Chi, personagem criado na década de 1970 e que levaria a cultura asiática ao universo da franquia, e Os Eternos, um outro grupo de super-heróis.

Foto: Divulgação.

O Universo Marvel também servirá para impulsionar o Disney+, serviço de streaming que será lançado em novembro nos Estados Unidos e no segundo semestre de 2020 na América Latina. Pelo menos três novas séries já estão confirmadas: Loki, com Tom Hiddleston voltando ao papel do irmão de Thor; Wandavision, protagonizada pelos heróis Visão e Feiticeira Escarlate; e The Falcon and the Winter Soldier, que irá abordar a relação entre os personagens Falcão e Soldado Invernal.

Em uma entrevista ao site io9, o presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, afirmou que “todo ciclo tem seu fim” e que a renovação das histórias e personagens é necessária. “Não deixaremos nosso passado para trás, mas novos elementos, novas incursões, lugares que ainda não exploramos no universo dos quadrinhos, serão uma tendência cada vez maior”, adiantou. O modelo que conquistou milhões de espectadores pelo mundo, porém, deverá ser mantido. “Todos têm suas histórias individuais, se encontram para um megaevento e retornam para suas histórias. Essa é uma estrutura maravilhosa que funcionou por décadas nos quadrinhos e tem funcionado para nós.”