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Coolritiba: um festival para todas as tribos com desconto para quem é do Clube Gazeta do Povo

Por: Anderson Gonçalves
Coolritiba: um festival para todas as tribos com desconto para quem é do Clube Gazeta do Povo

Uma banda famosa tanto por seus fãs apaixonados quanto seus detratores. Um ícone da MPB. Mulheres fazendo rap, cantando melodias suaves ou empunhando guitarras furiosas. Veteranos do reggae, um expoente da música eletrônica. Essa diversidade de estilos e gerações faz parte da terceira edição do Festival Coolritiba, que acontece na próxima sexta (10) e sábado (11) na Pedreira Paulo Leminski. A capacidade de mesclar nomes consagrados e alternativos da música, olhando para passado e presente, é justamente o que tem garantido o sucesso do evento, que reuniu mais de dez mil pessoas em cada uma de suas edições anteriores.

Para esse ano a expectativa é de levar um público consideravelmente maior, já que o festival ganhou um dia a mais. Antes concentrado no sábado, ganhou um bônus na sexta, com a apresentação especial da banda Los Hermanos, que depois de quase quatro anos afastada dos palcos, retorna para uma turnê de 11 shows. A abertura será com Tim Bernardes, vocalista da banda paulista O Terno, que apresenta seu trabalho solo. No sábado, a atração principal é o cantor e compositor Jorge Ben Jor, que vai desfilar seu repertório de mais de cinco décadas de carreira.

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Além deles, outros 13 artistas integram o lineup. Representando Curitiba estão as bandas Machete Bomb, que mistura rock, samba e hip hop, e Mulamba, formada por mulheres e caracterizada pelo engajamento. Nomes da cena alternativa como Jão, Silva e Letrux transitam entre diferentes estilos. O rap e o hip hop marcam presença com os cariocas do 1Kilo e a brasiliense Flora Matos. Tiê e Criolo vão mostrar por que são alguns dos principais intérpretes da nova geração da música brasileira. Da ala dos veteranos vêm o grupo de reggae Natiruts e o pernambucano Otto. Para encerrar a noite e o festival, dois estilos bem diferentes: diretamente de Natal (RN), o rock pesado do Far From Alaska e a house music do DJ Vintage Culture. Confira a seguir um pouco mais sobre as principais atrações do festival.

Los Hermanos

A banda que estourou nas rádios em 1999 com o rock chiclete “Anna Júlia” se enveredou pela MPB e se tornou um dos nomes mais cultuados (e odiados) da música nacional. Em 2007 o grupo anunciou um “hiato por tempo indeterminado”, porém, fazendo alguns shows esporádicos. A última passagem por Curitiba foi em 2015, na mesma Pedreira Paulo Leminski. Para atiçar ainda mais os fãs, no início de abril foi divulgada uma música nova, “Corre Corre”. A abertura do show será com Tim Bernardes, líder do power trio O Terno, que apresenta seu trabalho solo, menos dançante e mais introspectivo.

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Mulamba e Machete Bomb

Uma minoria barulhenta. Assim pode ser definida a participação curitibana no festival, com apenas duas, mas representativas bandas. Formado em 2013, o quinteto Machete Bomb se define assim: “é cavaco heavy metal, crítica com pegada de samba e rap com postura de bamba”. No ano passado eles lançaram o EP Vendendo a Alma ao Diabo Vol.1. Já a Mulamba é composta por seis mulheres e lançou o primeiro álbum no ano passado. A sonoridade tem influências de rock, MPB e música erudita, com letras que falam tanto de amor quanto de feminismo e questões sociais.

Tiê

A cantora e compositora paulistana iniciou a carreira musical ao lado de um gigante da MPB, Toquinho. Dali vieram algumas das influências do seu trabalho, que também passeia pelo folk e o pop dançante. Foi com o segundo álbum, A Coruja e o Coração, de 2011, que ela ganhou destaque, sendo indicada como revelação no Prêmio Multishow. A partir daí, trabalhou com vários artistas da cena nacional e teve canções incluídas em novelas e séries de televisão. No início do mês lançou o single “Deixa Queimar”, composto exclusivamente para a série Carcereiros, da Rede Globo.

Criolo

Kleber Cavalcante Gomes, conhecido como Criolo, é um dos principais nomes da nova geração da música brasileira. Nascido na periferia de São Paulo, começou como rapper e, ao longo da carreira, foi incorporando novos estilos e sonoridades. Após os elogiadíssimos álbuns Nó na Orelha (2011) e Convoque seu Buda (2014), enveredou pelo samba com o disco Espiral de Ilusão (2017). Muito além das rimas, tornou-se reconhecido pelas composições com forte conteúdo social e a versatilidade como intérprete. Seu último trabalho foi o single “Etérea”, lançado em fevereiro com uma pegada mais eletrônica.

Otto

Ele começou como percussionista das bandas Mundo Livre S/A e Nação Zumbi, expoentes do movimento mangue beat, que revelou para o Brasil a criatividade da cena musical do Recife (PE). Em 1998 se lançou em carreira solo com o álbum Samba pra Burro, que mesclava ritmos regionais com música eletrônica. Cantor, compositor e multi-instrumentista, passou então a ser reconhecido como um dos artistas mais inventivos da música nacional. Seu último trabalho foi o disco Ottomatopeia, lançado em 2017, e eleito o melhor disco nacional daquele ano pela revista Rolling Stone.

Jorge Ben Jor

Aos 74 anos, o inventor do samba rock na década de 1960 segue a todo vapor. São nada menos que 27 discos em toda a carreira, desde o clássico Samba Esquema Novo (1963), passando pelo revolucionário A Tábua de Esmeralda (1974), até o último, Recuerdos de Asunción 443 (2007). Apesar de não lançar um álbum há mais de dez anos, o carioca se mantém na ativa com as apresentações ao vivo, que são satisfação garantida ao público. O show no Coolritiba deve ser uma grande festa embalada por um desfile de clássicos como “Mas Que Nada”, “País Tropical”, “Fio Maravilha” e “W/Brasil”.

Far From Alaska

Diretamente de Natal (RN) vem uma das boas revelações do rock nacional dos últimos anos. E estamos falando de rock pra valer, com guitarras barulhentas, batidas pesadas e vocais femininos furiosos. Formada em 2012 por duas garotas e três rapazes (um deles deixou a formação no ano passado), a banda se destacou no mesmo ano ao vencer um concurso e abrir o Festival Planeta Terra, em São Paulo. De lá pra cá, já tocou em grandes festivais, fez turnês nos Estados Unidos e Europa, e lançou dois discos, o último em 2017, Unlikely.

Vintage Culture

No encerramento do Coolritiba, a Pedreira Paulo Leminski vai virar uma grande pista de dança. Quem vai comandar a festa é o gaúcho Lukas Hespanhol, mais conhecido como Vintage Culture. O DJ segue os passos de Alok, que, com as batidas da house music, foi além do nicho da música eletrônica e se transformou em um popstar, conquistando fãs de diferentes segmentos. Vintage Culture começou remixando sucessos da música pop e logo entrou na lista de melhores DJs do país. Ele também é empresário, comandando a gravadora, produtora e grife Só Track Boa.

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Programação

Confira o lineup completo do Festival Coolritiba, que acontece na Pedreira Paulo Leminski:

Sexta (10)

19h30 Tim Bernardes

21h30 Los Hermanos

Sábado (11)

13h Machete Bomb

14h Jão

14h30 Mulamba

15h15 Silva

16h Letrux

16h30 1Kilo

17h30 Tiê

18h10 Criolo

19h Flora Matos

19h50 Natiruts

20h30 Otto

21h30 Jorge Ben Jor

22h30 Far From Alaska

23h30 Vintage Culture