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O U2 de Curitiba: conheça o grupo que recria o show da banda irlandesa

Por: Sandro Moser
O U2 de Curitiba: conheça o grupo que recria o show da banda irlandesa

Nota por nota, timbre por timbre. Curitiba tem dezenas de bandas cover que se dedicam a recriar com precisão, detalhe por detalhe, a experiência de um show das maiores bandas do mundo. A noite da cidade é cheia de opções quando ao assunto é cover. É possível ver o U2 na segunda-feira, o AC/DC na quarta e o Pink Floyd no sábado.

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Há mais de 10 anos na estrada, o U2 Cover CWB é um bom exemplo deste circuito. A banda viajou o Brasil inteiro, do Acre ao Rio Grande do Sul. Já tocou na Argentina e no Paraguai diversas vezes e faz cerca de 100 shows por ano. Tudo por conseguir reproduzir com perfeccionismo o som e o visual da banda irlandesa.

“A qualidade do som vem com a escolha dos instrumentos certos, dos timbres certos, dos detalhes de cada música e isso que faz a diferença”, diz o baixista Sandro Tissot, idealizador da banda.

Para o vocalista Saulo Strada, a banda recriar a atmosfera das apresentações e aproximar-se ao máximo do “espírito” do U2. Para ele, é uma exigência do público.

“Tem toda uma preocupação o figurino. Tocar U2 não é só ligar a guitarra no amplificador, tem todo um teatro. Cada música tem uma mensagem”, diz o vocalista.

Há outras bandas cover do U2 na cidade. Uma também famosa é a U2 POP que durante anos foi residente no Sheridan’s Pub. Ambas as bandas mostram que são apaixonadas pela equipe de Bono Vox ao recriar sons e gestos dos integrantes.

Mas além das bandas do U2, há muitos projetos com a mesma proposta como o Pigs and Diamonds, que faz tributo ao Pink Floyd, o MotorBastards, que recria o som do Motörhead, e o TN She, banda cover feminina do AC/DC.

A profusão de bandas cover gera até uma polêmica com as bandas que tocam música autoral. Para Tissot, a bronca é uma coisa “infantil” e a forma de colocar o “trabalho musical no mercado deve ser livre”.