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Depois do disco e do cinema, a ópera-rock do The Who chega ao Guairão

Por: Sandro Moser
Depois do disco e do cinema, a ópera-rock do The Who chega ao Guairão

Um dos discos mais importantes da história, a ópera-rock Tommy, da banda The Who, foi lançado em 1969. Alguns anos depois, a história do menino cego, surdo e mudo que se torna o melhor jogador de fliperama do mundo virou um filme. Dirigido por Ken Russel, em 1975, é apontado por muitos como o melhor musical já feito (imagens acima).

No próximo dia 23 de março, às 21h, o espetáculo The Who’s Tommy – A Ópera Rock ao Vivo chega ao palco do Teatro Guaíra para mostrar a história com outro formato.  

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No espetáculo, a ópera-rock será apresentada como um show ao vivo em que todos os personagens do filme são interpretados por músicos, vocalistas e atores profissionais. O cenário usa as imagens do filme para recriar a narrativa.

Os ingressos já estão à venda e o preço varia entre R$150 e R$ 480 de acordo o setor. As entradas podem ser comprado pelo site do DiskIngresso.

O concerto é dirigido pelo experiente diretor Alan Veste que conta que adaptou a peça para os teatros porque é, em primeiro lugar, um grande fã do The Who e do álbum. “Quando eu gosto muito de alguma coisa ou sou grande fã de algo eu sempre penso em traspor isso para o palco”, disse.

O britânico já transpôs outro grande filme para os palcos, Um Estanho no Ninho (de Milos Forman, 1975), e lá como cá usou projeções para recriar no teatro a atmosfera do filme. “É uma assinatura do meu trabalho. O filme é trazido à vida no palco”.

Veste explica que o concerto é dividido em duas partes. A primeira é baseada no histórico show do The Who, de 1989, em que a banda apresentou o álbum inteiro com convidados especiais. “A peça inteira, no fundo, é um grande show de rock com músicos que foram escolhidos a dedo para tocar estas músicas como elas merecem ser tocadas”, diz.

Após o intervalo, a segunda metade é composta por músicas do Lifehouse Chronicles, um projeto de ópera rock inacabada de Pete Townsend que mais tarde se tornou o álbum Who's Next com canções como Behind Blue Eyes, Baba O'Riley, Song is Over e Won't Get Fooled Again.

Para o diretor, o material de Tommy é cultuado porque permite muitas abordagens sobre seus significados. “Você pode ver muitas coisas diferentes em Tommy. A questão da tolerância e da resistência, mas também o choque gerado pela violência e a guerra”, disse. “Há também um retrato da questão do messias que ele se torna. Sobre como as pessoas seguem um líder sem entender muito bem o porquê e podem se virar contra ele da mesma maneira”, conclui.

Filme e disco viraram cult
Tommy é o quarto disco de estúdio da banda inglesa The Who, álbum duplo lançado em maio de 1969.

Foi composto principalmente pelo guitarrista Pete Townshend, como uma ópera rock que conta a história de um garoto que, após um trauma familiar, fica surdo, mudo e cego, mas que se cura das adversidades ao se tornar uma superestrela como o maior jogador de pinball do mundo.

Entre as canções que se tornaram clássicas do repertório de Tommy estão Pinball Wizard, Acid Queen e We’re Not Gonna Take It.

Em 1975, o cineasta Ken Russel lançou sua versãoda história de Tommy que trazia, além do The Who, um elenco que incluía Eric Clapton, Elton John, Tina Turner e Jack Nicholson entre outros.