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Projota quer festa com consciência social em palco da Copa em Curitiba

Por: Sandro Moser
Projota quer festa com consciência social em palco da Copa em Curitiba

O rapper paulistano Projota adora futebol e a Copa do Mundo em especial. Ele é amigo de alguns dos principais craques da seleção brasileira – como Neymar e Gabriel Jesus – que nesta sexta (22) entram em campo contra a Costa Rica em São Petersburgo a partir das 9h, horário de Brasília.

Já o cantor, que é um dos mais populares nomes da nova geração do gênero, “entrará em campo” algumas horas depois, às 19h, como a principal atração do Bud Basement, espaço oficial da Copa do Mundo em Curitiba, no bairro do Rebouças.

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“Eu sou apaixonado por futebol, adoro a Copa. Eu gosto demais de esporte, eu sou torcedor do Brasil e também do Santos”, disse Projota.

A festa de seu rap com toques pop que promete fazer com a galera – em clima de vitória brasileira, espera-se – porém não interfere no tom das letras de seu mais recente trabalho Mayday que traz crítica social e política bastante contundente sobre o atual momento de nossa sociedade.

A faixa é a primeira divulgada de seu novo álbum e o clipe foi gravado no novo estúdio do artista, em sua casa São Paulo. Para ele, este home office é um privilégio. “Trouxe um sentimento bom e me remeteu aos meus trabalhos mais antigos, do início da minha carreira. Gosto de letras que passem uma mensagem, que contribuam de alguma forma. Para o meu novo álbum, preparei músicas mais nesse estilo”, explica.

Veja o clipe de Mayday, último single do rap Projota

Projota escolheu batizar seu novo trabalho com a palavra que representa a mensagem universal dos pedidos de ajuda, Mayday. Para o músico, a palavra representa um sentimento geral da sociedade brasileira que nem a Copa do Mundo esconde. “É como eu me sinto, acho que é a nossa sociedade pedindo socorro. As pessoas veem os nomes que estão se candidato e muitas acham que não há escolha. Enquanto houver somente interesse individual e não na nação, estaremos desamparados”.

Pardoxo do rap

Neste clima paradoxal entre a festa e o protesto – que toma conta de boa parte do país nesta Copa – o artista que não se cansa de emplacar hits comemora o momento da cena rap nacional.

Para ele, a linguagem do rap é quem melhor fala aos corações e mentes das pessoas nestes tempos estranhos.

“Isso é algo que eu sempre acreditei. Sempre falei que isso era só o começo, tinha certeza disso. Vários nomes surgiram. Quanto mais o negócio bomba, mais está sendo divulgado, mais fãs e deles vão surgir talentos, pessoas que se inspiram”.