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Christiane Torloni vive diva Maria Callas na peça Master Class

Por: Sandro Moser
Christiane Torloni vive diva Maria Callas na peça Master Class

Perguntada sobre quanto tempo levou para construir o papel de uma das maiores personalidades femininas da história – a diva da música erudita Maria Callas (1923-1977) –  a atriz Christiane Torloni resumiu assim: “40 anos. Ela foi uma mulher tão à frente de seu tempo em alguns aspectos, que precisei de toda a minha carreira para vivê-la”.

Torloni vive Callas em Master Class, comédia-dramática, escrita pelo dramaturgo americano Terrence McNally e que foi um estrondoso e premiado sucesso na Broadway. O espetáculo será apresentado em Curitiba nos dias 16, 17 e 18 de março no Teatro Fernanda Montenegro (Shopping Novo Batel) às 21h (sexta e sábado) e no domingo (às 19h).

Com direção de José Possi Neto e direção musical do Maestro Fábio G. Oliveira, a peça conta com um elenco formado por consagrados atores cantores do atual cenário teatral brasileiro como Julianne Daud (O Beijo da Mulher Aranha) e o ator e pianista Thiago Rodrigues (Mamma Mia e Les Miserables).

A peça já tinha sido montada no Brasil nos anos 1990 (com Marília Pera no papel título)  foi readaptado  por Torloni e Possi (casados há 30 anos).  “É um trabalho amoroso, não consigo definir de outra maneira, que a gente compartilha com as outras pessoas” .

A trama é baseada no enredo de ‘Master Class’ nas lendárias séries de aulas magnas ministradas pela estrela greco-americana Maria Callas, no início dos anos 70 na Juilliard School, mais famosa escola de música de Nova York.

Na peça, Callas repreende os alunos, da mesma maneira enérgica com que os encoraja a seguir e perseguir seus sonhos. Durante esses encontros, também confronta as desventuras de sua própria vida e de seu relacionamento com o célebre bilionário, o armador grego Aristóteles Onassis.

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Aulas de ópera

Fã de musica clássica, Torloni diz que tem “alma de ópera” e se preparou bastante para o papel. “Como todo artista, tenho uma relação muito próxima com a música. E mesmo que você nunca cante em um musical, é importante formação para entender o universo das orientações que ela traz aos cantores”.

Assim, Torloni fez aulas de canto operístico “para poder entender em mim mesma o quão difícil é o que ela faz”. “Você se apropria. Você vai fazer um pianista, você tem que entender o universo, mesmo que não vá tocar. Entender mentalmente, entender emocionalmente, porque isso muda a atitude física completamente”.

O texto muito elogiado oscila da comédia ao drama profundo. “Sempre digo que esse espetáculo é uma sessão de autoajuda disfarçada”, brinca.“Fala em superação e as pessoas saem muito motivadas a se apaixonar, acreditar nos seus sonhos, mas também tem um humor muito refinado que provoca as pessoas na plateia”, explica Torloni.