Shows

Pato Fu toca música de verdade com instrumentos de brinquedo em Curitiba

Por: Sandro Moser, com informações de Matheus Nascimento
Pato Fu toca música de verdade com instrumentos de brinquedo em Curitiba

A greve dos caminhoneiros atropelou o show que o Pato Fu faria em Curitiba em maio. Passaram-se os meses, e a comemoração de 25 anos da banda ficou antiga (o grupo já chegou aos 26). Agora, eles voltam à capital com Música de Brinquedo 2, segunda parte de um projeto que já arrastou grandes plateias ao auditório do Colégio Estadual do Paraná em 2011. O show será no Teatro Guaíra, sábado (20), às 19h. Os ingressos podem ser comprados no site do Disk Ingressos ou nas bilheterias do Teatro Guaíra. 

Leia Também 

>> Z Festival com Camila Cabello chega a Curitiba nesta semana

>> Como Airto Moreira virou nome forte do jazz mundial

>> Congresso da Felicidade terá shows gratuitos no Parque Barigui

“Quando estivemos em Curitiba com o Música de Brinquedo 1, fizemos dois dias completamente lotados, e aí, muita gente ficou de fora”, diz Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu. Ela conta que o novo show é diferente daquele que os curitibanos viram em 2011. Desta vez, o show é mais fiel ao repertório do álbum de estúdio.

Lançado em 2017, “Música de Brinquedo 2” mantém a ideia de passear por todos os estilos musicais possíveis com toques de musicalidade infantil e claro, instrumentos de brinquedo. Músicas como Palco (do repertório de Gilberto Gil) são alinhadas a Datemi um Martello (da italiana Rita Pavone) e Livin’ la Vida Loca (de Ricky Martin).

Takai afirma que a conexão entre eles e as crianças vem de longe. “O Pato Fu fez muito clipe a carreira toda. Eu acho que eles achavam a linguagem da banda mais divertida. Os nossos clipes nunca foram a banda tocando em um lugar, sempre tinha história, um figurino diferente”, considera.

O primeiro Música de Brinquedo não foi pensado como um disco para crianças, mas sim como um trabalho com sonoridade que agradaria aos pequenos mas também aos fãs adultos do grupo mineiro. Mas as diferenças para os projetos anteriores ficam evidentes no palco: os efeitos eletrônicos “certinhos” de outros shows são substituídos por efeitos tocados ao vivo, que não necessariamente ficam perfeitos. E crianças e adultos adoram o resultado.

Fernanda Takai atribui essa experimentação com diferentes públicos a uma liberdade que o Patu Fu tem, justamente por ter feito boa parte de sua fama sobre criações pouco convencionais. “O Pato Fu tem álibi para fazer quase tudo, e a gente não foge das ideias. A gente tem uma base de fãs que não é enorme, mas é muito fiel e nos acompanhou”.

Bonecos no palco 

Além dos cinco músicos do Pato Fu e outros dois, responsáveis pelos efeitos sonoros, o palco tem três marionetistas do Grupo Giramundo. Também de Belo Horizonte, o Giramundo é um dos principais grupos de teatro de bonecos do país, e a parceria com o Pato Fu vem desde os anos 1990.

“A primeira vez que a gente trabalhou com eles foi na época do Rotomusic de Liquidificapum (1993)”, comenta Fernanda. No palco, o Giramundo é representado por Groco e Ziglo, dois monstros criados pelo grupo teatral e manipulados por Marcos Malafaia, Beatriz Apocalypse e Ulisses Tavares. Eles são os vocais de apoio da banda durante o show.

A parceria é um dos elementos que mostram que o Pato Fu continua no caldeirão artístico mineiro, mesmo depois do sucesso nacional. “Eles acompanharam a nossa carreira e nós, a deles. Deve ser das três melhores companhias de teatro do Brasil. E eles tão aqui, pertinho da gente”, derrama-se.

Assim como Skank e Jota Quest, duas bandas mineiras que vieram ou virão a Curitiba até o fim de 2018 e surgiram no mesmo contexto, o Pato Fu ainda centra suas atividades em Minas Gerais. Seus membros vivem em Belo Horizonte, mesma cidade em que são gravados seus discos. “É uma fonte de reabastecimento de energia”, diz Takai sobre o estado.