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Mais do que só pastel! Feirinha do Largo tem diversas opções gastronômicas

Por: Por Mariana Ceccon, Especial para Gazeta do Povo
Mais do que só pastel! Feirinha do Largo tem diversas opções gastronômicas

Nem só de pastel vive o turista ou o curitibano que vai à feirinha do Largo da Ordem. Quem ousa fugir da clássica combinação com caldo de cana, tem à disposição desde petiscos latino-americanos até pratos tradicionais, como o yakissoba e a moqueca baiana.

Em comum, apenas a produção artesanal e as receitas familiares que os feirantes fazem questão de guardar a sete chaves. O segredo que coloca suas iguarias entre as mais populares também é responsável por manter alguns desses pontos há mais de três décadas no mesmo lugar.

Pensando na degustação do próximo domingo, o Guia selecionou os pratos mais disputados na feirinha. Confira!

Empanadas

Para quem ainda não está preparado para deixar o pastel, uma boa saída é provar os seus “irmãos de gênero”. Nossos vizinhos latino-americanos oferecem suas próprias versões do lanche mais querido de feira.

Na barraca boliviana, por exemplo, as empanadas são assadas e chamadas de salteñas. São cinco sabores, feitos todos à mão há mais de trinta anos. A mais tradicional leva carne, ervilha, batata e azeitona como recheio. Cada uma delas custa R$ 9 e pode ser encontrada em frente à Igreja da Ordem.

Os chilenos também emplacaram uma versão assada, com a massa fina feita de trigo, ovo, gordura animal e água. A diferença para a dos bolivianos, além do formato, é que no recheio de carne é colocada uva passa. O assado custa R$ 10 e é vendido na Rua Kellers, nos fundos da Sociedade Polono-Brasileira.

No mesmo local, os hermanos oferecem suas empanadas por R$ 7, em sabores que vão desde carne até camarão. Mais parecido com o pastel, o salgado é frito e leva banha na massa. Os turistas também encontram empanadas argentinas na praça do Cavalo Babão. Lá, o feirante Edson Mendes oferece o petisco por R$ 6, acompanhado do típico molho chimichurri, uma combinação de ervas frescas, alho, orégano e azeite de oliva.

Bolinhos

Os fãs de petiscos não se sentem abandonados na feirinha. Empadinha, coxinha e batata frita são oferecidos aos montes. Mas os mais populares são os bolinhos. Em frente à Igreja da Ordem o turista pode provar os tradicionais bolinhos de bacalhau portugueses, por R$ 5. Pelo mesmo preço é oferecido o pastel de Belém. Os dois são produzidos artesanalmente há 25 anos.

Ainda próximo à Igreja, o visitante encontra bolinhos de batata (R$ 8) recheados com mignon, cheddar, bacon ou queijo. Farinha de trigo não entra na massa de nenhum deles. Na barraca Batatuchinha também tem batata suíça (R$10), com os mesmos sabores. A diferença é que o tubérculo entra ralado nessa versão e a finalização é feita na frigideira.

Comida brasileira

Não precisa ir ao Norte ou Nordeste para experimentar os pratos tradicionais dessas regiões. Em frente à Igreja da Ordem as baianas do Pedacinho da Bahia vendem acarajé (R$ 15) e tapioca (R$10), acompanhados de suco de caju. O bolinho de feijão fradinho, recheado com vatapá e camarão seco defumado, é a iguaria mais vendida. Mais próximo do almoço, no entanto, o turista encontra até moqueca e bobó de camarão para levar, por R$ 25.

Na região do Cavalo Babão, o tucupi dá o tom na barraca da Amazônia. Em dias mais frios, o caldo tacacá (R$18) é o carro-chefe. Preparado com o famoso tucupi (sumo da raiz da mandioca), o prato leva ainda goma de tapioca, camarão seco, jambu e, claro, coentro. É servido bem quente em uma cuia tradicional da região. De sobremesa, os bombons de cupuaçu, açaí e castanha-do-pará são sugeridos. Cada um custa R$ 3,50.

Internacional

Quem está com mais fome pode investir em um prato completo da culinária internacional. A italiana piadina, por exemplo, é um sanduíche feito com massa fina, à base de azeite de oliva e tostado na pedra sabão. No Piadina Mia, em frente à Igreja da Ordem, o lanche que lembra um pouco o beirute árabe ou o taco mexicano, pode ser recheado com nove sabores diferentes, com valores que variam de R$ 14 a R$ 17.

Ainda na gastronomia italiana, as fogazzas (R$ 15) são encontradas quase na esquina com a Mesquita de Curitiba, com combinações clássicas salgadas, que levam queijo, azeitona e palmito, e também em seis sabores doces, como o de bombom Sonho de Valsa.

Próximo dali também é possível degustar opções orientais. O tempurá de legumes e camarão, R$ 10 e R$ 15 respectivamente, são boas pedidas. O mais popular, no entanto são os yakissobas com preços que variam de R$ 17 a R$ 27, dependendo do tamanho e recheio escolhido, como carne, vegetariano ou camarão.

Uma das opções mais concorridas da feira está junto à fonte do Cavalo Babão. O Pierogi do Tadeu funciona há três décadas e se dedica à tradicional massa polonesa fresca cozida, recheada com batata e ricota. Os molhos são de calabresa e champignon e o prato completo varia de R$ 10 a R$ 33, dependendo da quantidade de pierogies pedidos. Uma das surpresas dos poloneses, no entanto, está na sobremesa. Os sonhos de tamanho grande (R$ 5) são fritos já recheados, o que garante que o gosto da goiabada, doce de leite ou creme fique impregnado na massa.

Para fechar o tour internacional, em frente ao Palácio Garibaldi, um trailer de comida mexicana oferece tacos, tortilhas e nachos, com preços médios de R$ 15. O Imix Cocina Mexicana oferece receitas caseiras, sendo a mais recomendada a tortilha de milho recheada com guacamole, creme azedo e carne moída.