Restaurantes

Curitiba tem delivery de comida típica de Manaus

Por: Flávia Schiochet
Curitiba tem delivery de comida típica de Manaus

Quatro mil quilômetros separam o curitibano de um restaurante em Manaus — distância difícil de ser vencida sem um pouco de planejamento e tempo livre. Mas Curitiba tem, há dois anos, um delivery de pratos típicos de Manaus, produzidos em uma cozinha no bairro Batel.

Chamado O Amazônico, o restaurante trabalha com três peixes de rio — tambaqui, pintado e pirarucu — e atende no almoço e jantar todos os dias. O serviço é apenas delivery para Curitiba e região metropolitana (taxa de entrega de R$ 8 a R$ 40). Os pedidos devem ser feitos pelo site ou pelos telefones 3045-9863 e 3082-1669.

Costelinha de tambaqui empanada na farinha de arroz. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

As receitas foram adaptadas ao paladar do curitibano pelos empresários Cristiano Moretini e Juliane Mercer. O casal morou por dois anos em Manaus e, ao voltarem a Curitiba em 2016, sentiram falta da cozinha manauara. Para adaptar os pratos às preferências do curitibano, trocaram o coentro por salsinha; retiraram a pimenta-de-cheiro do vinagrete; e usam a farinha de mandioca “convencional” no lugar da tipo ovinha de Uarini, que é uma bolinha amarela dura, textura normal para os nortistas, mas estranha aos dentes dos sulistas.

Há pouco mais de uma semana, a cozinha de 40 metros quadrados no Batel tem uma presença valiosa. A chef Ariadna Souza é manauara e recém-chegada a Curitiba passou a integrar a equipe d’O Amazônico e aprova as adaptações. “Juliane e Cristiano olham com muito carinho para a cozinha amazônica e as mudanças nas receitas mantêm algumas características da cozinha manaura”, elogia a chef. “O baião de dois é ao estilo nortista, em que vai mais arroz que feijão, é mais seco e leva um pouco de leite de coco”, exemplifica.

Cardápio

O cardápio é dividido em porções (de R$ 60 a R$ 70, com cerca de 800 gramas de peixe) e combinados (de R$ 70 a R$ 140), com a opção de pedir porções extra de acompanhamento (de R$ 15 a R$ 20).

Banda de tambaqui: peixe é temperado com cachaça, limão, sal e pimenta-do-reino antes de ir para o forno. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

O mais vendido é o clássico banda de tambaqui (R$ 70, serve até três pessoas), que vem com cerca de 1,2 kg de peixe, baião de dois, farofa com castanha-do-Pará e banana-da-terra e vinagrete (cebola, pimentão amarelo e tomates verde e maduro).

O peixe vem congelado de Rondônia e antes de ir ao forno passa uma hora absorvendo o tempero composto de cachaça, sal, pimenta-do-reino e limão. “O peixe cozinha um pouco com essa acidez, como acontece no ceviche, mas é finalizado no forno até dourar”, explica Ariadna.

A moqueca de pirarucu leva azeite de dendê, leite de coco, pimentões verde, vermelho e amarelo e tomate. No lugar de coentro, salsinha. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

A moqueca (R$ 100, serve até três pessoas) leva salsinha no lugar de coentro, posta alta de pirarucu ou filé de pintado e é guarnecida por arroz branco e pirão de farinha de mandioca com dendê, leite de coco, tomate, cebola e salsinha. Quem preferir a moqueca com coentro precisa fazer o pedido com pelo menos 24 horas de antecedência.

O restaurante também prepara outros pratos típicos, como o pirarucu à casaca (R$ 130, serve até três pessoas), assado com legumes e banana-da-terra sobre farinha de Uarini hidratada no leite de coco. O prato é guarnecido de baião de dois e pirão.

Nas porções, costelinha ou filé de tambaqui (R$ 70, 800 gramas), iscas de filé de pintado (R$ 70, 800 g) e iscas de pirarucu (R$ 60, 800 g), todos empanados na farinha de arroz e fritos por imersão. Em breve, a casa servirá unha de caranguejo: a pata do caranguejo, que já vem sem casca.

Marmita executiva d'O Amazônico (de R$ 26 a R$ 30) leva 200 gramas de peixe e três guarnições. Na foto, costela de tambaqui, legumes na manteiga, chips de banana-da-terra e queijo coalho. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

Para o almoço, uma pedida é a marmita executiva, montada de acordo com a preferência do cliente. A refeição leva três guarnições e um tipo de peixe (200 g). Dentre as guarnições, o cliente pode escolher entre legumes na manteiga, farofa, baião de dois, vinagrete, pirão e queijo coalho, entre outros; e entre os peixes, costelinha ou filé de tambaqui, posta de pirarucu ou filé de pintado. Os preços variam de acordo com o peixe: R$ 30 para o pirarucu e R$ 26 para os demais.

Chips de banana-da-terra saem por R$ 4 (50 g), e são vendidos no balcão. Foto: Divulgação

Os chips salgados de banana-da-terra, que podem ser pedidos como porção extra ou como acompanhamento para a marmita, são fritos na casa e são “viciantes”. Juliane se lembra de comprá-los no sinal da capital amazonense. “Qualquer linha de ônibus para a Cidade Nova tem vendedor ambulante de chips de banana”, relembra Ariadna. Para quem não pode ir a Manaus, a passagem para o sabor cotidiano de Manaus sai mais barata que a tarifa de ônibus: R$ 4 (50 g) no balcão d’O Amazônico.

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