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Museu do IML esconde histórias do crime no Paraná

Por: Laura Beal Bordin
Museu do IML esconde histórias do crime no Paraná

O Museu de Ciências Forenses, localizado dentro do Instituto Médico Legal (IML) do Paraná, tem vários segredos escondidos pelas prateleiras. O local guarda várias histórias relacionadas ao crime no estado. Por ano, cerca de 4 mil pessoas passam pelos dois corredores da sala que remonta também a história da Polícia Científica no Paraná. Normalmente, a visitação é feita por turmas de escolas e universidades. O diretor geral do órgão Hemerson Alves, destaca o caráter didático do museu. “Todas as peças foram selecionadas com um caráter didático, o que atrai os visitantes ao espaço”, afirmou.

Já o curador do museu, Joel Camargo, que há quarenta anos seleciona as peças que fazem parte do acervo, afirma de onde vem cada um dos corpos que fazem parte do espaço. “São todos corpos de indigentes, não reclamados pelos familiares”, explicou.

Há dezenas de casos interessantes no Museu. Entre eles, a história do serial killer que atuava em Campo Largo, matando dezenas de pessoas usando uma foice. Em uma briga, o criminoso, conhecido como Paraibinha, provou do próprio veneno e também foi morto com um golpe de foice. Em outro caso, um crânio com o prego mostra a história de um homem com transtorno mental que acabou “pregando” a própria cabeça. Apesar disso, o homem acabou morrendo em decorrência de uma meningite, conta o curador Joel Camargo.

Em um dos potes com formol, está a história de uma mulher que foi atingida por um projétil de arma de fogo durante um tiroteio na rua  XV em Curitiba. Ela estava grávida de gêmeos, que também vieram a falecer. Há também uma dezena de fetos que sofreram as consequências do abuso de drogas por parte de suas mães e acabaram morrendo.

O museu também mostra corpos e parte de corpos mumificados, mostrando cada detalhe daqueles que acabaram falecendo por morte natural ou não.

Em outra parte, o acervo mostra peças de utilização da própria Polícia Científica, como as antigas projeções utilizadas para fazer retratos falados. Conforme a pessoa ia descrevendo o suspeito, as projeções eram usadas para “encaixar as peças”.

Visitação

A visitação no museu não é aberta ao público comum, sendo necessário o envio de um ofício à direção geral do órgão para que a visita seja marcada e acompanhada por um profissional. O telefone do IML é o (41) 3361-7200.