Cinema

Jurassic Park completa 25 anos e dinossauros voltam aos cinemas esta semana

Por: Marden Machado
Jurassic Park completa 25 anos e dinossauros voltam aos cinemas esta semana

O mundo volta a conviver com dinossauros esta semana por conta da estreia de Jurassic World: Reino Ameaçado, filme dirigido pelo catalão J. A. Bayona. Trata-se do quinto filme da franquia bilionária iniciada 25 anos atrás por Steven Spielberg, em Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros, baseado no livro homônimo de Michael Crichton.

A escolha do cineasta catalão J. A. Bayona não poderia ter sido mais do que acertada para a direção do filme Jurassic World: Reino Ameaçado, que estreia nos cinemas mundialmente esta semana. Bayona vinha de três trabalhos pessoais e bem-sucedidos: O Orfanato, O Impossível e Sete Minutos Depois da Meia-noite, quando recebeu o convite e conseguiu imprimir em Reino Ameaçado um clima de terror que os filmes haviam perdido.

O roteiro, escrito por Colin Trevorrow (diretor do quarto filme) e Derek Connolly, dá continuidade aos eventos de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, de 2015. O vulcão da ilha Nublar está prestes a entrar em erupção e os animais que lá vivem precisam ser resgatados. Benjamin Lockwood (James Cromwell), sócio de John Hammond, proprietário original do parque, contrata Claire (Bryce Dallas Howard) para coordenar a operação. Ela, por sua vez, procura Owen (Chris Pratt) para ajudá-la. Porém, Eli Mills (Rafe Spall), que trabalha com Lockwood, tem outros planos.

Nem é preciso dizer que, como das outras vezes, as coisas fogem do controle. No filme anterior, um fator chamou muita a atenção dos espectadores: o salto alto de Claire, que correu bastante apesar disso. Agora, já quando ela inicia a missão o diretor nos mostra um detalhe de seu novo calçado. Trata-se de um dos muitos fan services (espécie de “agrado aos fãs”) que o filme tem. Não só com o anterior, mas, principalmente, com o filme original.

Bayona aproveita também para referenciar, sutilmente, sua própria filmografia e nos brinda ainda com a participação afetiva da atriz Geraldine Chaplin, filha caçula de Charles Chaplin, que trabalhou com ele em todos os seus filmes. Jurassic World: Reino Ameaçado possui também um requintado apuro visual e pode ser visto, em momentos distintos, como um filme-catástrofe e um filme de casa mal assombrada, o que faz deste quinto “capítulo” o segundo melhor de todos até agora, perdendo apenas para o primeiro.

História

“A primeira descoberta foi feita na primavera de 1990. Em uma mina na América do Sul foi encontrado um pedaço de âmbar, contendo os restos fossilizados de um mosquito pré-histórico. Um dos muitos que se alimentavam de sangue de dinossauros. Do DNA desse sangue, a ciência foi capaz de recriar aqueles gigantes. E, pela primeira vez, homens e dinossauros dividiram a Terra. Isso aconteceu em um lugar chamado Parque Jurássico”. Era esta a narração do teaser que anunciava uma revolução: Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros, de 1993.

Vinte e cinco anos se passaram e a sétima arte mudou bastante por conta dele. Um filme realmente revolucionário na história do cinema. O primeiro a utilizar em larga escala a tecnologia, na época caríssima, de imagens geradas por computador, ou CGI, na sigla em inglês. A produção consumiu três anos. Para Spielberg, uma questão mostrou-se crucial desde o início do projeto: os dinossauros precisavam parecer reais. Foi necessário então contratar duas equipes para dar vida aos monstros. A empresa de animatrônicos de Stan Winston criou os dinossauros (ou partes deles) em tamanho natural e a Industrial Light & Magic, então de George Lucas, cuidou dos efeitos especiais e da computação gráfica.

O mais curioso é que dos 127 minutos de duração do filme, os dinossauros aparecem em exatos 15 minutos, assim divididos: nove de animatrônicos e apenas seis de CGI. Seis minutos que mudaram para sempre os rumos da indústria do cinema expandindo por inteiro as portas da imaginação.

Em 1993, os dinossauros de Jurassic Park eram assombrosamente reais. Chegavam ao requinte de suar, mexer a barriga quando comiam e até demonstrar emoções. O roteiro de David Koepp e do próprio Crichton conta a história de um megaempresário que financia uma pesquisa genética para recriar dinossauros e exibi-los em um parque temático. Pouco antes da inauguração, ele convida um grupo de cientistas e seus netos para conhecerem o local. Como se sabe, tudo deu errado. Isolados em uma ilha do Atlântico, aquele pequeno grupo de humanos enfrentou animais que não habitavam a Terra havia 65 milhões de anos. Jurassic Park gerou óbvias continuações, mas, este primeiro, continua imbatível.