Filmes

Filme brasileiro discute relacionamentos contemporâneos

Por: Laura Beal Bordin
Filme brasileiro discute relacionamentos contemporâneos

Uma história que reúne política, relacionamentos, desejos e tabus. Essa é a história de Happy Hour – Verdades e Consequências, produção brasileira e argentina, que está em cartaz nos cinemas.

>>> Empresários e artistas criam “nanobairro” Petit Batel. Conheça onde fica e o conceito

O filme é dirigido por Eduardo Albergaria, com a participação de Pablo Echarri, Leticia Sabatella, Luciano Cáceres, Aline Jones e Chico Dias.

Depois de se tornar herói por atropelar (sem querer) um bandido “homem-aranha”, que entrava na casa das pessoas e as imobilizava com teias, o personagem Horácio (Pablo Echarri) começa a viver um dilema: dar espaço aos seus desejos mesmo estando em um casamento. Ao mesmo tempo, sua esposa Vera (Leticia Sabatella), deputada, decide concorrer a Prefeitura e precisa demostrar um casamento sólido aos eleitores. Surge então, a discussão sobre um possível relacionamento aberto – o que não é muito bem visto aos olhos de Vera.

Nas teias dos relacionamentos, Vera e Horácio precisam dar vazão aos seus desejos sem deixar de lado os sentimentos um do outro. E esse é o desafio que o filme busca mostrar. O tabus, os ciúmes e as questões morais entram neste universo retratado pelo filme.

De acordo com o diretor do longa, Eduardo Albergaria, o filme propõe um desafio ao amor romântico e busca colocar uma luz nos problemas reais de um casamento. “É neste contexto que o casamento e o ideal de amor romântico vêm sendo desafiados.  Enfim, a coerência e o sentido dos mesmos a luz de uma realidade cada vez mais incomodamente presente”, explica.

Uma vez que trata de questões muito contemporâneas dentro dos casamentos, Albergaria afirma que, retratando estas questões em um filme, os tabus tendem a ficar para trás. “Uma coisa me parece certa: que tabus tendem a cair, que os limites do que podemos ou não falar sobre serão cada vez mais desafiados e que neste contexto iremos reinventar a maneira com que nos relacionamos e talvez cheguemos a conclusão de que a verdade não é, necessariamente, o único aspecto que importa nesta equação”, diz.

Da mesma forma que as pessoas eram amarradas pelas teias do “bandido aranha”, Vera e Horácio também se submetem às amarras dos tabus do relacionamento. E buscam se desvencilhar do que os prendem. Segundo Albergaria, cabe a cada um lidar com as consequências dos nós que se desatam. “Caberá a cada um de nós escolher quais nós iremos desatar ou não diante do desejo de se libertar e de, também, lidar com as consequências concretas, psicológicas e afetivas de um eventual novo paradigma”, conclui.

LEIA TAMBÉM

>>> Caminho do Itupava: como conhecer a trilha que conta a história do Paraná

>>> Queridinhos da boemia, bares de Curitiba completam 10 anos