Cinema

Um banquinho, o mar e um violão: um guia praieiro da música ao vivo

Por: Sandro Moser
Um banquinho, o mar e um violão: um guia praieiro da música ao vivo

Numa noite de domingo, há alguns invernos, o músico Thiago Indisciplicente estava escalado para fazer seu número de voz e violão no Bar Birutass, no balneário de Gaivotas, litoral do Paraná.

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Porém, a chuva fina que caiu durante todo aquele dia aumentou a sensação de frio úmido que somada aos fortes ventos que vindos do mar, afugentaram o público. Thiago e a equipe do bar cogitaram improvisar um jogo de baralho para passar o tempo.

Cogitaram errado! Perto da meia noite, dois ônibus lotados com cerca de 80 turistas de vários estados aportou no bar – o único aberto no litoral naquela noite segundo o motorista. Com a casa lotada,  Thiago tocou e cantou até o amanhecer.

“São coisas que só acontecem com a gente que está nessa batalha, mas trabalha com o que ama”, diz o músico.Thiago Indisplicente e um entre uma dezena de artistas que trabalha tocando música ao vivo em bares e restaurantes do litoral paranaense.

Durante a temporada de verão, as opções de locais que oferecem shows todas as noites dos mais variados estilos de música no litoral se multiplica.

Há mais de 50 casas com música ao vivo – rock, reggae, samba, pagode e eletrônica – espalhadas pelo litoral, da Ilha do Mel à Barra do Saí.O Guia da Gazeta do Povo preparou uma lista com algumas das casas onde há garantia de bons sons no litoral.

Onde ouvir música ao vivo no litoral paranaense:

Pontal do Sul

Praia de Leste

Monções

Gaivotas

Guaratuba

Para Thiago, que nesta temporada completa 11 anos tocando na praia, o formato de música ao vivo com banquinho, violão e voz, combina à perfeição com o clima de diversão do litoral.  

“A escolha em geral é por algo mais acústico e compacto que não faça tanto barulho, pois aqui há muito problema com vizinhos, mas na praia sempre precisa ter música”, disse.

O repertório de Thiago varia entre rock dos anos “1960 e 70, musica autoral, musica feita no Paraná por nomes como Relespública, Blindagem, Leminski e João Lopes, coisas dos anos 1980 para cá e de música brasileira. O segredo é diversificar, sem sair da linha em que você atua”, disse.   

Ele conta que a comunidade dos músicos que tocam no litoral é muito próxima e costuma se encontrar no final das noites. Quanto aos cachês, ele diz que esta na mesma faixa de mercado das capitais do sul como Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

Segundo o músico, o segredo para manter uma noite animada na noite litorânea depende do feeling do músico ao decifrar seu público.“Depende da tua proposta e da resposta do público. No final, o segredo é fazer tudo com amor”, disse.