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Com show e filme, Grupo Rumo volta a Curitiba depois de três décadas

Por: Sandro Moser
Com show e filme, Grupo Rumo volta a Curitiba depois de três décadas

Depois de 27 anos dos shows de despedida, o Grupo Rumo está de volta aos palcos. Um dos ícones da vanguarda paulistana não apenas se reuniu como vem a Curitiba dia 10 de agosto para um show e lança um documentário sobre sua trajetória.

O Grupo Rumo reaparecerá no palco do Sesi Cultural Paraná, às 20h, no Teatro Sesi Campus da Indústria (Av. Com. Franco, 1.341, Jardim Botânico). Os ingressos do show custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

Na véspera, 9 de agosto, às 20h, no Centro Cultural Sistema Fiep (Rua Paula Gomes, 270, Centro), será realizada a exibição gratuita do documentário, dirigido por Flávio Frederico e Mariana Pamplona. O audiovisual conta a história do Grupo Rumo saindo do formalismo do gênero e com o uso de animações. Após a exibição, o diretor participa de um bate-papo com os integrantes da banda. A entrada para o filme é gratuita.

O show é parte do lançamento do novo álbum que resultou da reunião da banda formada há 45 anos, em 1974, pelos músicos Luiz Tatit, Ná Ozzetti, Hélio Ziskind, Geraldo Leite (Gera), Akira Ueno, Paulo Tatit, Pedro Mourão, Gal Oppido, Ciça Tuccori – única integrante que saiu de cena, em 2001 – e Zécarlos Ribeiro.

 A trupe voltou à cena após gravar o álbum "Universo", em abril deste ano. Segundo Ná Ozetti, a ideia surgiu de Márcio Arantes (produtor do álbum), que ligou para cada um com o projeto já formatado. “A gente não vislumbrava um retorno, estava completamente fora de cogitação. A gente deve muito do resultado dos discos a ele”, reconhece Ná.

Segunda a cantora, os artistas mantiveram a amizade e fizeram algumas parcerias pontuais no período pós Rumo. Com a reunião depois de anos, o tempo parece ter voltado. “Todo mundo se animou e as coisas funcionaram como era antes. Baseado em colaboração e respeito mútuo”, disse. “Se há uma democracia é o Grupo Rumo”, disse Ná.

Se o Rumo nunca chegou ao estrelato, nas rádios FM ou nos programas de auditório da televisão nos anos 1970 e 80, o grupo sempre foi muito influente e deu origem a muitos outros que assimilaram a linguagem peculiar com canção em que o texto era mais importante, com um tipo de refinamento acústico e estético muito inovadores.

“Foi um período muito fértil. Éramos parte de uma geração que não era só o Rumo. A gente tinha uma sensação de que era uma incógnita, de que poderíamos ter tido alguma importância”. O novo álbum traz músicas inéditas produzidas pelo baixista Márcio Arantes, idealizador e mentor do convite para o disco. Aliás, o nome, “Universo”, remete a uma canção composta ainda na década de 1990, mas que nunca foi registrada em disco.

O repertório traz 14 faixas, com canções de praticamente todos os integrantes do grupo – inclusive de Ná Ozzetti e Akira Ueno, que compuseram pela primeira vez para o Rumo. Há também duas canções compostas nos anos 1990.

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