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Reis do Bamboléo, Gispy Kings na verdade são franceses

Por: Sandro Moser
Reis do Bamboléo, Gispy Kings na verdade são franceses

Eles têm ascendência cigana, cantam rumba flamenca em espanhol, nasceram e vivem no sul do França e fazem sucesso mundo todo. Eles são os Gipsy Kings, a banda globalizada que conquistou o mundo no final dos anos 1980 e chega a Curitiba pela primeira vez para única apresentação no dia 25 de outubro, na Expo Unimed. 

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Os chamados “reis da rumba flamenca” virão ao Brasil para uma série de shows. O grupo, que na verdade é do sul da França, apareceu para o mundo em 1987, com sua mistura de flamenco, rumba, salsa e pop. O álbum de estreia Gipsy Kings, tinha os hits Djobi Djoba, Bamboleo e Un Amor.

Pouco antes de entrar em um dos shows da turnê, na Califórnia, o guitarrista Nicolas Reyes avalia que o primeiro álbum fez tanto sucesso porque “não precisou passar pelo crivo de produtores e críticos da indústria musical” e, assim, viralizou entre as populações latinas espalhadas mundo afora.

“O disco foi passando de mão em mão pois a música era feita numa linguagem que todos entendiam. Eu não sei fazer música comercial para a indústria. Eu só sei música para o povo”.  

Reyes é um dos membros fundadores do grupo que permanecem na formação atual, ao lado do guitarrista Tonino Balliardo. Segundo Reyes, é Balliardo quem forjou a mistura de influências que identifica o som do grupo desde sua fundação. “Foi ele que trouxe a mistura de flamenco, rumba, jazz criando este ritmo tão peculiar”, disse.

Os Gipsy Kings e a globalização

Os Gipsy Kings foram um dos expoentes da chamada world music. Quando do seu surgimento no cenário musical a ideia cultural mais importante era a da globalização com a formação da União Europeia, por exemplo. Músicos como Paul Simon, Sting, David Byrne buscavam referências em outras culturas.

Reyes conta que tinha consciência deste momento histórico à época, mas que ao contrário de artistas como Paul Simon, que se encantaram e tentaram integrar elementos de outras culturas, os Gipsy Kings apostaram na manutenção da tradição. “Nós não perdemos a originalidade, mantivemos as seis guitarras e foi assim que abrimos caminho para muitas bandas que surgiram depois de nós”.

Sobre o sucesso do grupo no Brasil, teria origem na afinidade cultural segundo Reyes. “A nossa música é dançante e alegre que tem elementos do samba e bossa nova. Não está muito longe da cultura brasileira. Estamos muito felizes de estar de volta e pela primeira vez aí [em Curitiba]”.