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“Somos uma banda de rock que faz dance music com instrumentos de verdade”, diz Bob Hardy, do Franz Ferdinand

Por: Sandro Moser
“Somos uma banda de rock que faz dance music com instrumentos de verdade”, diz Bob Hardy, do Franz Ferdinand

Pode soar clichê de conversa de banda, mas o Franz Ferdinand que toca pela primeira vez em Curitiba, no próximo dia 11 de outubro, na Ópera de Arame parece ter recomeçado após 16 anos de carreira.

A nova encarnação da banda surgiu durante a produção do álbum mais recente, Always Ascending, lançado em fevereiro de 2018. O trabalho marca a substituição o guitarrista e fundador da banda, Nick McCarthy, pelo novo guitarrista Dino Bardot e o tecladista Julian Corrie. “Tivemos a chance de recomeçar com mais portas abertas e uma cabeça melhor do que tínhamos e o fizemos”, explica o baixista Bob Hardy.

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Em entrevista por telefone, o músico, que vive em Londres, conta que a decisão de trocar um integrante por outros dois foi a melhor decisão que tomaram em toda a carreira.

“Mudamos nosso jeito de nos apresentar ao vivo, nossas possibilidades hoje são muito mais amplas. Até para tocar nosso material mais antigo. As canções velhas ganharam uma vida nova”, disse.

Segundo Hardy, o show está mais “dançante e poderoso do que nunca”, mesclando o material do novo álbum a hits reconfigurados como Take Me Out, This Fire, Do You Want To e Walk Away. O show em Curitiba faz parte da PopLoad Gig e os ingressos custam de R$ 100 a R$ 420 e estão disponíveis no site ticketload.com.

Para Hardy, o momento chave para a mudança da banda foi o processo de composição do quinto álbum da banda, iniciado em 2016. “De repente, éramos apenas três – eu, Paul e Alex – e tivemos um momento de liberdade. Fizemos várias canções sem saber exatamente o que iria acontecer, pois não tínhamos mais uma banda completa”.

Com o material na mão, a banda escolheu os dois novos integrantes e contratou a produção de Philippe Zdar, que acolheu a banda escocesa em seu estúdio parisiense. Zdar é metade do duo de synthpop Cassius e já trabalhou com Phoenix e The Beastie Boys.

Rock e dance music 

Ainda que tenha espaço para baladas e músicas com clima melancólico, o trabalho de Zdar ressaltou o lado dançante do quinteto, com influências eletrônicas de várias fases deste tipo de música sem que se perdesse, contudo, a atitude rock n’ roll da banda.

“Desde o início da banda, sempre quisemos ser uma banda de rock n’ roll que fizesse música para dançar. Sempre quisermos ser a banda que toca seus instrumentos ao vivo, mas faz os arranjos soarem como dance music. Esta ideia está ainda mais forte neste disco”.

Hardy afirma que tudo que se pode ouvir na gravação e será reproduzido no palco. “Não há efeitos, sequenciadores… Foi tudo feito por mãos humanas. É um novo momento da banda. Hoje temos mais controle sobre tudo, mas o mesmo entusiasmo que tínhamos quando começamos”.