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Conheça a exposição fotográfica que conta a história da cultura do skate em Curitiba

Por: Camila Machado
Conheça a exposição fotográfica que conta a história da cultura do skate em Curitiba

Uma linha do tempo – que começa na década de 70 e vai até os anos 2000 -, e que conta a história da cultura do skate em Curitiba em formato de documentário, fotos, obras de skatistas e equipamentos utilizados no esporte. Tudo isso está reunido na exposição Curitown, que está em cartaz no Museu Municipal de Arte de Curitiba (MuMA). A visitação é gratuita, de terça à domingo, das 10h às 19h. 

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A curadoria e pesquisa é de Victor Augusto Graciotto Silva. Ele é historiador e proprietário de uma produtora em Curitiba. Por conta disso, trabalha envolvido com história, memória e patrimônio cultural, principalmente de Curitiba. O interesse pelo projeto com o skate surgiu daí e também da relação com o sobrinho, o skatista Matheus Reinhardt Luz.

“Resolvi ir ao fundo no tema e percebi que é um esporte que não tinha registro. Tudo o que se sabia estava muito restrito ao círculo dos skatistas mesmo. E é tudo muito rico. Aí, resolvi mostrar que o skate é um patrimônio da cidade”, contou.

Para a pesquisa, foram mais de 45 skatistas entrevistados e um estudo detalhado de documentos do acervo municipal e de particulares. “Contamos como surgiu o skate, como evoluiu, pioneiros, história da primeira mulher que começou a praticar e ganhou um campeonato em São Paulo, sobre a construção da Pista do Gaúcho, dos primeiros jornais e revistas que falaram sobre o tema e muito mais. Vale a pena conferir”, conclui o curador. 

Tudo o que foi pesquisado, além de estar na exposição, também deu vida a um livro-catálogo. Já o documentário vai ser lançado durante a exposição, em julho (data e local ainda não divulgado). 

A direção de fotografia de Curitown é de Eli Firmeza e a produção de Rebeca Gavião Pinheiro. O designer é Marcello Kawase.

Exposição de trabalhos

Além de contar a história do skate, a Curitown também quer dar espaço e voz aos praticantes. Por isso, quem for ao MuMA vai ver também um compilado de trabalhos produzidos pelos próprios skatistas. Estarão lá obras de Beto Janz, Heloise Maguire e Christian Sapo, do Acervo Circular; de Ricardo Elias; Heloise Osório; do artista plástico e skatista pioneiro, Juarez Matter; e dos fotógrafos Marcelo Rodrigues, Erik Bomba e Pablo Vaz – esse último, um dos maiores fotógrafos de ação do Brasil, que começou no skate. 

Outras atividades

Ao longo do período da exposição, que vai até dia 20 de agosto, o MuMA vai receber também sessões de skate com a demonstração de performance de alguns dos skatistas entrevistados no processo (dia 15 de julho), e oficinas gratuitas de fotografia e vídeo para skate ministradas pelos atletas Castro Pizzano, Felipe Oliver Arnoso e Matheus Reinhardt Luz dias (7, 14 e 28 de julho). Os horários ainda serão divulgados. 

Uma  diversidade de rodinhas, shapes, revistas, livros, skates antigos, roupas e objetos utilitários que são feitos a partir da reciclagem de componentes do skate também poderão ser vistos pelos visitantes na mostra. 

 

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