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“Eu miro o futuro”: confira a entrevista de Djavan para o Clube Gazeta do Povo

Por: André Luiz Costa
“Eu miro o futuro”: confira a entrevista de Djavan para o Clube Gazeta do Povo

Djavan retorna para Curitiba com a turnê do seu álbum mais recente, Vesúvio, de 2018. Abordando temas como solidão e amor, isolamento e presença, o contato com o outro, seja amoroso ou não, é a tônica na maioria das composições do disco, que também utiliza a natureza como metáfora. A carreira do cantor é uma das mais versáteis na música brasileira, propondo uma reinvenção a cada lançamento sem perder os traços que definiram o seu estilo desde o início. 

O show acontecerá no Teatro Positivo, dia 21 de março, a partir das 21h, e Djavan conversou com o Clube Gazeta do Povo sobre as expectativas para voltar a Curitiba e os temas presentes em seu trabalho. 

Como está sendo a turnê para divulgar o Vesúvio e quais são as suas expectativas para retornar a Curitiba?

A turnê continua bastante frenética, um êxito total em todos os lugares. Eu espero que, ao voltar para Curitiba, eu reviva o grande êxito que foi a primeira vez de ‘Vesúvio’ na cidade. Estou ansioso para voltar, porque eu amo a cidade e os shows aí são sempre muito bons.

O Vesúvio é um álbum bastante influenciado pela natureza, como o próprio título aponta, seja através da metáfora ou em referências diretas. Como foi o período de composição das letras, você precisou de um isolamento para encontrar essa essência ou foi um processo mais fluido no cotidiano?

O processo em geral é semelhante de um disco para outro. Eu faço primeiro as canções e depois gravo e saio arranjando tudo. Na cronologia da gravação, a voz é a última coisa a ser gravada, aí é somente nesse momento que eu começo a escrever. Todo mundo acha um processo esquisito, mas se tornou natural para mim. Eu escrevo todas as letras e vou gravando à medida que cada uma vai ficando pronta. O processo em ‘Vesúvio’ foi igual.

Além da natureza, o disco também fala bastante da solidão, mas sem ignorar a necessidade do contato com o outro. No período em que o mundo vive, não apenas o Brasil, parece que as pessoas estão cada vez mais sozinhas, seja por questões políticas ou tecnológicas. Para você, qual é a importância desse contato hoje, pensando não apenas no público mas também nas relações pessoais?

Eu acho que o contato pessoal, apesar da tecnologia, vai ser sempre muito importante, já que é ele que determina a saúde e a sanidade de todos nós. Acredito que a tecnologia facilita muitas coisas e aproxima virtualmente as pessoas, mas ela é também uma ilusão que não pode ser considerada como a solução de todos os problemas. A vida precisa acontecer no contato diário, direto e pessoal. Acho que isso é muito mais enriquecedor e aproxima muito mais as pessoas.

Você aborda questões políticas sem especificar nomes. Em uma época em que a arte e a cultura são atacadas diariamente, qual é a melhor resposta que o artista pode dar?  

A melhor resposta é o trabalho. Produção, criação, invenção. A gente tem que estar atento às coisas do mundo e procurar tocá-las e abordá-las de modo a favorecer uma informação mais adequada e real. Hoje em dia, existe uma relação baseada em fake news e mentiras, então eu acho que o artista tem, de certo modo, o dever de informar, de tocar as pessoas com suas ideias e com a própria realidade. 

A reinvenção parece ser uma tônica do seu trabalho. O que podemos esperar do Djavan no futuro?

Eu miro o futuro, porque eu sempre fui apaixonado pela novidade e pelo desconhecido. Não é algo simples de se alcançar, mas é o que eu busco. Eu busco sempre o futuro, porque só ele me interessa. O passado já passou.

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