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Curitiba vai receber pela primeira vez a Copa do Mundo dos Refugiados

Por: Sandro Moser
Curitiba vai receber pela primeira vez a Copa do Mundo dos Refugiados

Não é nenhum exagero dizer que a crise de refugiados é a maior questão politica do mundo no século 21. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera esta a pior crise humanitária do século. O fluxo de refugiados é o mais alto desde a II Guerra Mundial.

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No Brasil, desde 2014, é realizada a Copa do Mundo dos Refugiados, uma competição de futebol formada por times de refugiados de diferentes países que vivem no país.

Em 2019, Curitiba vai receber pela primeira vez uma etapa da competição.

A etapa paranaense acontece nos dias dia 24 e 25 de agosto em local ainda a ser definido. Além da taça de campeão, a seleção vencedora ganhará uma viagem ao Rio de Janeiro para disputar a final nacional, no Maracanã, em setembro.

As disputas estaduais acontecerão nas cidades do Porto Alegre (RS), a partir de 20 de junho, Brasília (DF), em 22 de junho, Recife (PE), em 13 de julho, Rio de Janeiro (RJ), em 17 de agosto, e São Paulo (SP), em 24 de agosto.

Já são quatro equipes inscritas para a etapa paranaense. A expectativa dos organizadores é de que oito a doze times participem.

Com o lema “reserve um minuto para ouvir alguém que foi obrigado a deixar seu país”, a competição visa incentivar a integração na comunidade brasileira e chamar a atenção.

Além do torneio em si, o evento terá palestra e roda de conversas sobre refúgio e passeios e brincadeiras com crianças refugiadas. “Sempre temos eventos paralelos ao jogos. Aqui, além de passeio com as crianças teremos um dia especial para falar da condição da mulher refugiada e migrante, com a participação de representantes locais”, diz o organizador da Copa Munir Jarour Makzun – a refugiado sírio que vive em São Paulo, vice-presidente da África do Coração.

As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

A Copa do Mundo dos Refugiados é coordenada pela ONG África do Coração com o apoio institucional da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e, no Paraná, da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho.

Números no Paraná – Desde 2016, o Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (Ceim-PR) já atendeu cerca de 2.300 estrangeiros de mais de 40 nacionalidades, com destaque para Haiti, Cuba, Síria e Venezuela.

Considera-se refugiado a pessoa que deixa o seu país de origem devido a fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas ou grave violação de direitos humanos.