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Conheça a banda startup brasileira que vai abrir os shows do Foo Fighters e QOTSA

Por: Sandro Moser
Conheça a banda startup brasileira que vai abrir os shows do Foo Fighters e QOTSA

Eles ainda não completaram quatro anos de carreira, mas já ostentam um portfólio considerável. A banda paulistana Ego Kill Talent – que faz o show de abertura dos shows do Queens of The Stone Age e do Foo Fighters em Curitiba, no próximo dia 2 de março na Pedreira Paulo Leminski, pode ser apontada como uma das principais bandas de rock da mais recente safra nacional.

Um dos segredos da banda que tocou no último Rock In Rio, vai abrir os shows de FF e QOTSA no Brasil, está escalado no Lollapalooza e vai abrir shows do Pearl Jam no Chile e no Brasil, em abril, é que apesar de reunidos há pouco tempo, a banda é composta por “macacos velhos”. O quinteto é composto por nomes que já passaram por diversos outros bandas importantes como Sepultura, Reação em Cadeia e Diesel.

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Outra peculiaridade é o modelo de “gestão” da banda.  A começar pelo nome (Ego Kill Talent ou “Ego Mata o Talento”, em tradução livre) que expressa um conceito de criação coletiva, horizontal, sem chefes. Um modelo de criação bem contemporâneo, espécie de startup do rock.

“O nome vem de uma busca compartilhada por todo da banda que é ir além da individualidade. Somos uma banda então somos nós cinco, o tempo todo”, explica o guitarrista e baixista Theo Van Der Loo.  

Ele garante que esta ideia faz parte da prática diária do EKTT. “A gente leva isso a sério. Tudo é feito por todos nós cinco e isto gera um ambiente de criação muito saudável”, disse, ao comparar a união de sua banda com outras formações nacionais.  

“As pessoas não sabem, mas tem bandas que a cada disco novo tem disputa entre os integrantes sobre quem emplaca mais músicas Aqui não interessa quem trouxe a ideia de um riff de guitarra, todo mundo contribui e cria junto em cima”.

Veja abaixo o clipe danção Last Ride, single mais recete do Ego Kill Talent: 

Para o músico, não há uma explicação fácil para ascensão rápida da banda.“É uma série de fatores que se alinharam. É difícil apontar o dedo, mas que partem da dedicação e entrega pessoal de cada um pra musica e pra arte A gente coloca nossa verdade no som e é isso que toca as pessoas. Além de muita ralação, muito trabalho.”

Theo reconhece, no entanto, que contribui o fato de ter experiência do “outro lado do balcão”, como produtor de festivais como SWU e Maquinária.“Não dá para negar que ajuda, já que posso me colocar no lugar do cara que está contratando a banda, por que eu já estive neste lugar e seis das angustias e expectativas dos caras”.

Som é chamado de “pós-grunge”. A banda concorda?  

Após ter seu álbum homônimo lançado e aparecido com destque em festivais importantes, o som do Ego Kill Talent foi logo taxado de “pó-grunge” pela imprensa especializada.

Para Theo, há dois lados nesta afirmação com efeitos opostos para o músico. “Qualquer rótulo é difícil e te coloca numa prateleira, e tudo que você não quer quando cria música é estar numa prateleira. A banda é uma caldeira de influências que vão do Slayer ao Bruno Mars”, disse.

De outro lado, ele diz que considera o quinteto filho artístico da geração do Nirvana e Pearl Jam. “A associação faz sentido, pois toda aquela geração de bandas são sim uma de nossas principais influências”.