Cinema

Rocketman promete retrato fiel da vida conturbada de Elton John

Por: Brayan Valêncio, especial para a Gazeta do Povo
Rocketman promete retrato fiel da vida conturbada de Elton John

Os musicais demonstraram força e competência nas principais premiações mundiais dos últimos anos. Exemplo disso é o sucesso de La La Land, que chegou a ser apontado como vencedor do Óscar de melhor filme no ano de 2017 em uma das maiores gafes da noite máxima do cinema hollywoodiano; O Rei do Show, que demonstrou um lado pouco explorado de Hugh Jackman e recebeu indicações ao Óscar e ao Globo de Ouro e também Nasce Uma Estrela, que chegou a sua quarta versão e alavancou Lady Gaga aos holofotes cênicos.

E nesta quinta-feira (30) chega aos cinemas Rocketman, cinebiografia de Elton John. Se Bohemian Rhapsody era visto com certo pé atrás por parte dos fãs, Rocketman, apesar de também ser dirigido por Dexter Fletcher, seguiu outro caminho e já é bem avaliada pela crítica especializada, que definiu o filme como uma grande potência na próxima temporada de premiações, principalmente para Taron Egerton que vive o personagem-título durante o começo da carreira e nos tempos de glória.

Elton John participou ativamente da produção e revelou recentemente que o filme nunca buscou esconder detalhes da sua vida. “Alguns estúdios queriam diminuir o sexo e as drogas para que o filme recebesse uma classificação indicativa de 13 anos, mas todo mundo sabe que eu tive muito dos dois durante os anos 70 e 80. Então não parecia haver muito sentido em fazer algo demonstrando que depois de cada show eu voltava silenciosamente para o meu quarto de hotel com apenas um copo de leite morno e a bíblia como companhia”.

A história de vida do jovem Reginald Dwight, nome de registro do astro musical, promete entregar cenas de sexo homossexual, orgias, drogas, relações não tão positivas com seus pais, até um período em clínicas de reabilitação, retratando pontos altos e baixos da vida do músico e que faz com que a narrativa não coloque o personagem em um pedestal, mas sim transformando-o em um humano com acertos e erros.

Para além das polêmicas, grandes números musicais também podem ser vistos ao longo das 2 horas e 1 minuto de filme, como é o caso das canções “Your Song”, “Goodbye Yellow Brick Road” e “Saturday’s Night Alright” que retratam momentos únicos na vida de John e são apresentadas dando o contexto do real motivo de suas execuções.

Se uma das grandes dificuldades e um dos pontos mais discutidos pelos fãs do gênero cinebiográfico é se o ator deve cantar ou dublar o ídolo representado, em Rocketman essa situação pouco foi discutida. Com a benção do homenageado, Taron Egerton imprimiu traços parecidos, mas que não buscam a fidelidade total da voz de Elton John, como disse o ator em várias entrevistas de lançamento do filme.

Se a assinatura vocal não é a mesma do cantor, os trejeitos, o glamour, os exageros, as angustias e manias estão delicadamente encaixadas em um filme que busca não esconder nada e nem amenizar a vida hora megalomaníaca, hora intimista de um dos mais renomados interpretes da música mundial.

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