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Escola de samba faz ensaio aberto com festa às quintas e domingos

Por: Guilherme Grandi
Escola de samba faz ensaio aberto com festa às quintas e domingos

Embora ainda falte pouco mais de um mês para o Carnaval, a folia de Momo já começou em Curitiba. Além dos bloquinhos que já saem em alguns cantos do centro histórico, a escola de samba Acadêmicos da Realeza abre a sua quadra para um ensaio com a participação do público, sempre nos domingos e nas quintas-feiras.

 

Ao todo são 15 ensaios em que a bateria toca o enredo do ano — em 2019 será uma homenagem à cachaça — e de carnavais passados. De acordo com o diretor carnavalesco Marcelo Nunes, a ideia de abrir as portas da escola ao público é para mostrar que Curitiba tem carnaval sim, e dos bons.

 

“A escola inteira participa do ensaio como uma grande festa. Então a gente tem toda a Bateria Garra da Águia, as baianas, os passistas, rainha, casais de mestre-sala e porta-bandeira, todo mundo participando não apenas para competir, mas para divertir as pessoas”, explica.

 

Em torno de 300 pessoas lotam a quadra da Acadêmicos da Realeza a cada dia de ensaio. Também será realizado um ensaio técnico na Avenida Cândido de Abreu no dia 16 de fevereiro.

 

Além de sambas de enredo e de clássicos do estilo nacional, também há a venda de bebidas e comidas para reabastecer os foliões.

 

“Neste ano estamos comemorando ainda a chegada da quadra definitiva da escola, onde antes funcionava o Clube Vasco da Gama, no bairro das Mercês”, completa o diretor carnavalesco da Realeza após 21 anos de agremiação e dez títulos de campeã.

 

Os ensaios abertos da Acadêmicos da Realeza são realizados aos domingos, às 16h, e às quintas-feiras, às 19h30, na Rua Roberto Barroso, 1.190, Mercês. Os ingressos custam R$ 7.

 

O Guia esteve no ensaio e te mostra na Live:

 

Cachaça da Mangueira

 

O enredo criado pelos compositores Diogo Corso, Polaco, Digão e Mainovo faz uma homenagem não apenas ao mais típico destilado nacional, mas também a um dos mestres do carnaval.

 

“Nós vamos contar a história do surgimento da cachaça, desde os primórdios, e no final do enredo faremos uma homenagem ao Carlos Cachaça, um dos fundadores da Mangueira [escola de samba carioca]. É um samba muito popular, com a cara do Brasil”, explica Marcelo Nunes.

 

Em um dos trechos, os compositores ainda fazem uma referência a uma das canções mais conhecidas da música sertaneja: “Pinga ni mim”, lançada em 1995 pelo cantor Sérgio Reis. E termina com a estrofe “A Realeza chega em Mangueira, salve Carlos Cachaça”.

 

Para a rainha de bateria Larissa Damas, o objetivo tanto do samba como da escola é fazer o público se reconhecer no enredo, mostrar a sua participação na história popular brasileira.

 

“Eu sou uma extensão da bateria, meu trabalho é passar para o público o sentimento da escola, interagindo e aproximando um do outro. É uma emoção fazer parte disso”, conta a jovem de 25 anos que desfila devidamente paramentada na avenida há três carnavais.

 

Neste ano, a Acadêmicos da Realeza entra na Avenida Cândido de Abreu no dia 2 de março, com 500 componentes em 12 alas.