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Mesmo sob chuva, 2 mil pessoas participam do Halloween no centro de Curitiba

Por: Guilherme Grandi
Mesmo sob chuva, 2 mil pessoas participam do Halloween no centro de Curitiba

A chuva não tinha sido convidada, mas nem ela foi capaz de atrapalhar a caminhada de monstros e mortos-vivos pelo Centro de Curitiba na tarde deste sábado (3). Em pleno meio do fim de semana prolongado, mais de 2 mil pessoas participaram da Halloween Walk, uma caminhada semelhante à Zombie Walk já tradicional no carnaval curitibano.

A largada ocorreu na Boca Maldita logo depois do almoço ainda com sol e calor, parou no meio do caminho para uma doação de doces às crianças que participaram do evento, e terminou na Praça Santos Andrade já menor do que no início por conta da chuva. Segundo o organizador Rogério Ramos, esta primeira edição superou as expectativas. A caminhada surgiu como um evento nas redes sociais sem grandes pretensões há menos de uma semana.

“Foi tudo muito espontâneo, eu não esperava que chegasse a tanto. A gente teve famílias, crianças, jovens, alguns com fantasias mais simples, outras mais elaboradas, doação de doces… para uma primeira edição foi muito divertido”, conta. O evento postado no Facebook tinha quase 9 mil pessoas interessadas e 1,8 mil confirmadas

Gente estranha

A jovem Gabriela foi uma das primeiras a chegar na caminhada, e foi logo pintando o rosto. Foto: Guilherme Grandi/Gazeta do Povo.

A jovem Gabriela foi uma das primeiras a chegar na caminhada, e foi logo pintando o rosto. Foto: Guilherme Grandi/Gazeta do Povo.

Como toda a Halloween Walk foi organizada pela internet, muita gente que passava pela Boca Maldita estranhou o movimento das pessoas saídas dos filmes de terror. O Bernardo, de 3 anos de idade, estava acompanhado da bisavó Odette de Matos quando viu o Homem Aranha em uma das esculturas. Ele aproveitou para tirar uma selfie enquanto olhava de canto de olho para uma menina-zumbi que começava a tomar forma em um banco ao lado.

Sem palavras, mas com o olhar já um pouco assustado, ele foi embora enquanto o ator João Mario Alves Santana observava as pessoas estranhas chegando. “Eu nem sabia que ia ter isso, mas é divertido, né”, disse.

Provando que a Halloween Walk é uma caminhada sem preconceitos e restrições, o gestor Rafael Elber Moeller estava com a filha Lohana Luiza (11) e a amiguinha Maria Eduarda Lemes (10), curtindo a tarde ainda de sol. Ele disse que sempre participa das Zombie Walk e que “essa vai ser divertida também”. Mas foi a Lohana que deu a ideia primeiro de participar.

E até mesmo a Freira do filme de mesmo nome lançado neste ano esteve presente na caminhada. A professora Rosângela Magalhães de Oliveira diz que improvisou a fantasia de última hora. “Eu achei todos os acessórios e resolvi vestir. Assisti ao filme dela, mas não sei se consigo fazer as mesmas caras malignas que a freira faz”, disse.

A Halloween Walk terminou por volta das 16h30 embaixo de chuva e sem o concurso de fantasias que estava previsto. Se depender do público presente, ano que vem tem mais.