Cinema

Western futurista: Bacurau estreia nos cinemas nesta quinta

Por: Clube Gazeta do Povo, com colaboração de Maria Coelho
Western futurista: Bacurau estreia nos cinemas nesta quinta

Estreia na próxima quinta (29) em todas as salas de cinema do país o premiado Bacurau. O filme venceu o prêmio do júri no Festival de Cannes e foi ovacionado por três minutos após a exibição como filme de abertura no 47º Festival de Gramado, que ocorreu na última sexta (16). Assinantes do Clube Gazeta do Povo podem assistir a estreia pagando meia em diversos cinemas da cidade.

>>> Picadeiro invade Ópera de Arame no mês de setembro

>>> Filme Anna traz história de mais uma bela assassina do francês Luc Besson

>>> Ballets Jazz de Montréal apresentam homenagem a Leonard Cohen em Curitiba

Na trama, o povoado de Bacurau, localizado no sertão Pernambucano, desaparece misteriosamente dos mapas, após a morte da matriarca Dona Carmelita, interpretada por Lia de Itamaracá. Somado a esse fato, a população passa a presenciar estranhos acontecimentos, como assassinatos sem explicação, e decide se posicionar contra as atrocidades.

Terceiro longa de Kleber Mendonça Filho, dirigido em parceria com Juliano Dornelles, o filme é considerado um “western futurista do sertão”, com referências à John Carpenter e Glauber Rocha. Apesar de se passar em alguns anos a frente, Bacurau remete ao Brasil do passado e do presente, retratando temas como tortura, morte, abandono e resistência.

Fazem parte do elenco nomes como Sônia Braga, Udo Kier, Karine Teles, Barbara Colen, Silvero Pereira, Thomas Aquino, Antonio Saboia, entre outros. Sônia atuou em outro filme da dupla, o Aquarius, cuja trama retrata a batalha de uma mulher para que o prédio em que vive não seja engolido pela especulação imobiliária. Uma obra bastante marcada pela resistência.

Bacurau, título dado a obra, é o nome das linhas de ônibus da madrugada recifense, além de ser um pássaro noturno. O longa se passa em uma comunidade em Parelhas, na divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte. A rua central do espaço foi escolhida graças ao clima de bangue-bangue, mas não se atendo somente a isso, o espaço também serviu para apresentar um sertão que também tem em si marcas de modernidade.