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Curitiba Lado B: nove locais fora do circuito turístico que valem a pena conhecer

Por: Sandro Moser
Curitiba Lado B: nove locais fora do circuito turístico que valem a pena conhecer

MuMA

Talvez o mais subestimado equipamento cultural da cidade, o Museu Municipal de Arte (MuMA) é um complexo com salas de exposição, um cinema, o Cine Guarani, um teatro, o Auditório Antônio Carlos Kraide e biblioteca pública. Situado ao lado do Terminal do Portão é facilmente acessado por transporte público de qualquer ponto da cidade, mas também tem ampla área de estacionamento.

Exemplar de arquitetura brutalista, o prédio ainda conta com uma escultura da artista Tomie Othake. No seu acervo permanente, o MuMA conta com as únicas obras de Pablo Picasso (foto acima) expostas em Curitiba. Durante este feriado, o MuMa sedia a Bienal de Quadrinhos.

Bosque Reinhard Maack

Com um ar nostálgico, o bosque tem um circuito de brincadeiras “raiz”, perfeito para pais mostraram aos filhos “piá de prédio” como se brincava antigamente.  Com área de 78 mil m², é coberta de “capões” com vegetação original de Curitiba, como araucárias, aroeiras gigantes e outras espécies vegetais.

O bosque tem uma pista de terra de 820 metros em meio à vegetação e nela se espalham 16 brinquedos construídos em madeira, como um gongo que se toca após subir uma escada de cordas, ou uma tirolesa em que se atravessa o percurso dentro de um pneu. Há ainda gangorras, muralhas de troncos para serem escaladas, além de escorregadores e túneis.

Bosque Gomm

Um respiro urbano no meio do Batel, criado a partir da iniciativa da sociedade civil para preservar a área, o Parque Gomm alia o verde com atividades variadas, como oficinas com crianças, troca de brinquedos, tai chi chuan, entre outras.

Dali se pode apreciar a arquitetura do único exemplar característico de uma residência de madeira inglesa, a Casa Gomm, tombada pelo patrimônio histórico estadual em 1989.

Parque Histórico da Vilinha

Na parede de uma das casas do Parque Histórico da Vilinha, no Bairro Alto, está escrito sobre azulejos que foi daquela colina que o cacique Tindiquera indicou aos colonizadores portugueses o local (a atual praça Tiradentes) deveria ser construída a vila que se transformou em Curitiba. 

A pesquisa histórica hoje toma a história como lenda, mas a visita a área às margens do Rio Atuba tem um componente histórico real marca o local onde se fixaram os primeiros colonizadores no século XVII em Curitiba.

A área recentemente reformada tem 15 mil m² que incluem o Centro Cultural Vilinha, 2 lagos, bosque, pista de caminhada, quadras esportivas, academia para a terceira idade e um playground.

Jockey Club do Paraná

Fundado em 1873, o Jockey Club do Paraná é o segundo clube de corridas de cavalo mais antigo do país. A sede atual do Jockey, o Hipódromo do Tarumã, é uma das principais obras modernistas no estado, com projeto assinado pelo engenheiro civil Edmir Silveira D’Avila, e inaugurada em 1955.

Uma tarde de corridas no hipódromo é um dos programas mais divertidos e elegantes para se fazer em Curitiba. A próxima corrida é o Grande Prêmio Paraná Jockey Plaza de Turfe marcado para o dia 23 de setembro e com entrada gratuita.

Lino's Bar

Quartel general da música underground, ponto de encontro de artistas, núcleo de resistência contra o conservadorismo curitibano, patrimônio imaterial da cidade. A lenda do Lino’s Bar se deve, claro, à postura irreverentemente punk de Antonio José Lino, ex-boina azul da ONU e ex-caixeiro-viajante que toca a casa que leva seu nome há 36 anos.

Todas as terças, músicos locais se reúnem informalmente para o “churrasco tabajara” com Lino. De balcão, Lino, aos 81 anos, segue comandando a festa. Durante este feriado de independência, o Lino’s Bar recebe o Punk Rock Fest como quatro dias de programação musical.

Museu História Natural

Em algum lugar entre o bizarro e fofo, o Museu de História Natural de Curitiba é cercado por um bosque de floresta com araucárias, no bairro Capão da Imbuia. Dentro do museu há a exposição permanente “Ecossistemas Brasileiros” na qual são encontrados exemplares de animais empalhados, plantas desidratadas e maquetes que demonstram os principais biomas encontrados no país e também de temas variados como fauna urbana, ambiente aquático e animais ameaçados de extinção.

Museu do Holocausto

O Museu do Holocausto é um espaço interativo que conta a história da Segunda Guerra Mundial através da história das vítimas e dos sobreviventes do regime nazista. Curitiba foi a primeira cidade do Brasil, e por muitos anos a única, a ter um espaço cultural dedicado à memória das vítimas da guerra.

O local fica dentro do complexo do Centro Israelita do Paraná e tem exposição permanente com 56 objetos e aproximadamente 300 fotos e vídeos, que correspondem a somente cerca de 5% de todo o acervo.

Gato Preto

Casa noturna lendária da cidade. Encravado bem no meio do bas fond, é tradicional ponto de encontro dos personagens de boa ou má reputação da noite curitibana. O ambiente escuro do Gato Preto e embalado pelo cancioneiro romântico-brega-dançante, a clientela é digamos “eclética” e não necessariamente familiar. O bar fica aberto até o amanhecer e serve pratos amados pela comunidade boêmia como a canja de galinha e a costela. Em entrevista à Gazeta do Povo, o astro espanhol Julio Iglesias afirmou que cantou incógnito no Gato Preto numa noite confirmando assim uma das maiores lendas urbanas da cidade.