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Conheça a história do Ave Lola Espaço de Criação

Por: Maria Coelho
Conheça a história do Ave Lola Espaço de Criação Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo.

Em uma casa na Marechal Deodoro, no centro, está localizado o Ave Lola Espaço de Criação. São vinte pessoas trabalhando para movimentar o teatro independente na capital, com peças para adolescentes e adultos. Os ingressos são vendidos na modalidade “pague quanto vale”.

Do lado de dentro, há uma sala de teatro e um bistrô. As peças têm relação com o que é servido na cozinha, que sempre tem vinho e beliscos, a preços democráticos, para que as pessoas fiquem mais tempo no lugar.

Ana Rosa Tezza na cozinha do Ave Lola. Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo.

Ana Rosa Tezza, dona do espaço, conta que a ideia é que o bistrô aprofunde a relação das pessoas com o teatro, para que elas desfrutem da ida até lá: “desejo que elas não passem pelo Ave Lola de forma passageira, que elas fiquem mais tempo”.

A primeira sede não tinha hall de entrada, mas um jardim. Com as baixas temperaturas da cidade, Ana passou a fazer sopas, para que ninguém sentisse frio. Daí surgiu a necessidade de ter uma cozinha no espaço. “Quando você gosta de alguém, a primeira coisa que você faz é perguntar: quer um café? É uma questão de acolhimento”, conta.

A companhia surgiu graças à mãe de Ana, Marly Genari, que sugeriu a filha que alugasse um espaço. Ana não quis, mas Marly alugou mesmo assim. Era destinado aos ensaios da filha. Pouco tempo depois, Marly descobriu um câncer e morreu. A casa ficou para Ana, que decidiu criar o Ave Lola.

Com a chegada do coronavírus, o teatro fechou as portas por tempo indeterminado. A companhia completaria dez anos em novembro, e ensaiava para estrear um espetáculo em janeiro, o Cão Vadio. Boa parte dos projetos foram interrompidos, mas alguns continuaram, como um livro sobre o espetáculo Nuon, e a websérie documental Sobre VIVER no teatro em tempos de reclusão, com vídeos de ensaios, depoimentos e memórias da companhia. 

Sobre a quarentena, Ana ressalta a importância da reclusão, mas também o desejo de que, quando tudo voltar ao normal, as pessoas aproveitem o teatro. “Espero que a sociedade se dê conta daquilo que ela tem saudade, do lugar do encontro, do belo, do festejo, da possibilidade de trocar ideia presencialmente. Que nada substitua esse espaço quando a gente puder sair”, diz.

Ave Lola Espaço de Criação

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