Cotado para concorrer ao Oscar 2019 em diversas categorias, o longa-metragem A Favorita foi exibido em sessão especial para assinantes do Clube Gazeta do Povo neste sábado (19), no Cinesystem do Shopping Curitiba.

Promovida em parceria com a Espaço Z e o Cinesystem, a exibição ocorreu quase uma semana antes da estreia oficial do filme, marcada para a próxima quinta-feira (24). Com sala cheia, o evento contou com um debate pós-filme com a presença do crítico de cinema Marden Machado e do economista, professor e reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins.

Convidados debateram o filme. Foto: Alexandre Ferreira

Foto: Alexandre Ferreira

Mais recente trabalho do diretor grego Yorgos Lanthimos e com roteiro adaptado por Deborah Davis e Tony McNamara, A Favorita traz três grandes nomes femininos na condução do elenco. A britânica Olivia Colman interpreta a rainha Anne, Rachel Weisz é Sarah Marlborough e Emma Stone vive a jovem Abigail, três personagens com personalidades e papéis sociais bastante diferentes entre si.

A trama se passa no início do século 18, quando a rainha Anne governou a Inglaterra em guerra com a França. O filme se utiliza de alguns recursos técnicos para chamar a atenção de aspectos da vida na corte em um recorte temporal aproximadamente entre 1702 e 1714, segundo Marden Machado.Foto: Alexandre Ferreira

Foto: Alexandre Ferreira

Há um recurso interessante que é o de usar uma lente do tipo 'olho de peixe' para trazer um olhar mais amplo dos espaços, o que permite uma grande gama de interpretações. Uma delas é que, embora mostre muitos espaços, ela gera deformações na cena, e isso pode ser interpretado como uma metáfora para a sociedade da época”, opina.

Segundo o convidado José Pio Martins, o momento histórico retratado pelo longa-metragem é um dos mais importantes para a história do país europeu e o filme tem como grande característica a acurácia histórica. “Esse filme tem todo um contexto histórico, político, sociológico e filosófico profundo, que permite que as pessoas se divirtam enquanto conhecem e aprendem”, disse o economista durante o debate.

Filme retrata corte britânica do início do século 18.

Divulgação

Público atento

A professora de História Marilia Volldrecht – uma das assinantes do Clube Gazeta do Povo que marcou presença no evento – concorda com Martins com relação à fidelidade da trama retratada nas telas com o que é mostrado em livros de história sobre o período do reinado da monarca Anne da Grã-Bretanha. “É um filme extremamente bem feito, com um roteiro muito bom e excelentes interpretações. É muito vermos três grandes atrizes no papel de protagonistas, e o filme faz isso muito bem”, disse Marilia.

Para o eletricista Walfred Klitzke, a história foi muito bem contada na película. “Achei bem interessante, principalmente a questão do figurino e o retrato de época. Me chamou a atenção, ainda, o fato do filme parecer ter uma conexão com Alice no País das Maravilha, com vários elementos presentes”, observou.

Para assinante que foi conferir a sessão, A Favorita traz aspectos que lembram a história de Alice no País das Maravilhas

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