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Afinal, o que é um chineque?

Por: redação
Afinal, o que é um chineque?

Nunca vi, não conheço, só ouço falar” é a canção em que Zeca Pagodinho faz alusão ao caviar. Já o chineque, ao contrário, todo curitibano conhece, fala, come e se confunde em sua definição.

Por isso, a segunda reportagem da série Gostos Misteriosos – em homenagem ao aniversário de 328 anos de Curitiba – investiga a origem desse curioso doce (não é doce, é pão doce).

Chineque: como veio parar aqui?

Antes de tudo, o significado: chineque vem do alemão “schnecke”, que significa caracol. Os formatos mais conhecidos são em espiral e em  forma de massinha.

Embora incerta, muita gente atribui a chegada do querido pãozinho doce em Curitiba através dos alemães de Joinville-SC. Já os alemães de Curitiba alegam que ele surgiu aqui mesmo. O fato é que não há morador de Curitiba que nunca tenha tomado um café da tarde acompanhado de um gostoso, fofinho, macio e doce chineque.

Chineque, um injustiçado

Por conta dessa confusão, alguns incautos ousam chamar nosso “investigado” de cuca. Não faça isso! E quem está do lado de dentro do balcão da padaria já ouviu de tudo: pãozinho doce com farofa, sonho, lua-de-mel.

Para não comprar cuca (ou sonho) por chineque

O chineque usa fermento biológico – o mesmo usado para fazer pães, enquanto na cuca o fermento utilizado é químico.
Entenda de uma vez: no chineque, a massa é enrolada após colocado o recheio, como um rocambole. Na cuca alemã a cobertura vai por cima. No sonho, então, nem se fala.

Chineque do Empório Kaminski: receita campeã do Prêmio Bom Gourmet em 2018

Por favor, não “gourmetizem“o chineque:

A confusão sobre a definição permite adaptações não comuns à receita: desde caldas de coco, banana, morango, amoras até brigadeiro. Mas um clássico é um clássico porque resiste ao tempo, não é mesmo?

Então tenha em mente que o verdadeiro chineque tem formato de caracol, cobertura de creme e farofinha doce.

E que tal provara receita campeã do Prêmio Bom Gourmet?

No Empório Kaminski, o “pãozinho” segue a receita e o modo de preparo tradicional, mas é moldado num formato um pouco diferente – o que não altera em nada o sabor e confere a assinatura Kaminski ao doce. No Empório é possível provar a receita finalista do Prêmio Bom Gourmet 2018 acrescido de banana.

Deu água na boca? Então que tal passar um café fresquinho e pedir seu chineque para o café da tarde – com desconto para quem é Clube – no Empório Kaminski.

Empório Kaminski - Batel

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