Seis temporadas da série Downton Abbey renderam a ela uma legião de fãs, incluindo Michelle Obama e Kate Middleton. Não à toa, a produção se tornou filme que estreia nos cinemas de todo o Brasil nesta quinta (24), sob direção do cineasta Michael Engler.

Sem spoilers, a trama segue o fio da meada da série, terminando até de forma similar: trazendo uma reflexão ao universo aristocrático representado pela propriedade que intitula a obra original.

 Os personagens preferidos estão todos no filme, desde os aristocratas, como o Lorde Grantham (Hugh Bonneville) e sua mulher Cora (Elizabeth McGovern), as filhas do casal Mary (Michelle Dockery) e Edith (Laura Carmichael), o genro Tom Branson (Allen Leech) e a mãe do lorde, Violet (Maggie Smith); assim como os empregados da casa, como o mordomo Thomas Barrow (Robert James-Collier), as cozinheiras Sra. Patmore (Lesley Nicol) e Daisy (Sophie McShera), a governanta Sra. Hughers (Phyllis Logan) e até o aposentado Sr. Carson (Jim Carter).

E como colocar tanta gente em um roteiro de duas horas? Um unificador! Por isso, o filme conta a história da visita da família real, mais especificamente o rei George 5º, a Downton. A euforia de receber o rei se torna um problema quando os empregados de Downton descobrem que, durante a visita, serão substituídos pelos funcionários da Família real.

Enquanto isso, muita politicagem aparece enquanto alguns mostram tendências republicanas e um dos funcionários enfrenta riscos por sua escolha sexual. Temas como poder, dinheiro e lealdade percorrem cada segundo da trama. Como na série, o filme mostra um mundo em que drama não falta. Ter assistido a série não é imprescindível para curtir o longa, que funciona muito bem como entretenimento e traz uma série das “boas lições de vida” do cinema.