Conheça a verdadeira tapioca e onde comer em Curitiba

A tapioca – ou beiju/biju – é mais um alimento ancestral, herança dos povos indígenas, a quem devemos honrar. Por isso, nesse dia 19 de abril, falaremos sobre ela. Antes de começar, uma pergunta: o quanto você sabe sobre a tapioca? Bem, em primeiro lugar você pode saber que tapioca é opção para quem evita alimentos com glúten e, por consequência, alimento queridinho da turminha fitness.
Contudo, ainda há quem se pergunte: tapioca vem da onde? Tapioca vem da mandioca. Entretanto, há uma diferença no processo de transformação da mandioca que faz com que uma se transforme em farinha e outra, em goma. Em resumo, aquela panquequinha branca que você adora é a goma de tapioca. Algo que os residentes do sudeste e do sul do país também ignoram é que o nome original dessa panquequinha versátil e que ficou famosa por ser opção sem glúten, é o seu nome original: beiju.
Afinal: é beiju ou tapioca?
De acordo com o Dicionário Ilustrado TupiGuarani, a tapioca, mais conhecida como beiju, é uma iguaria brasileira, de origem tupi-guarani, originária do Nordeste. Feita com a fécula da mandioca, também conhecida como goma da tapioca, tapioca, goma seca, polvilho ou polvilho doce.
Aquecida numa chapa ou frigideira, forma uma meia-lua (ou disco). O recheio varia. O mais tradicional é feito com coco e queijo coalho.
Portanto, é mais um questão ligada ao regionalismo do que à receita, já que para o pessoal do sudeste e sul é tapioca, e para os donos da iguaria, é original biju. Confuso? Um pouco.
E qual a diferença entre farinha de mandioca e farinha de tapioca?
Porém, atenção: tem diferença sim! A farinha comum é produzida a partir das fibras da mandioca, ao contrário da farinha de tapioca que provém do amido. “A goma, depois de retirada, é peneirada sobre um tacho de cobre bem quente. Quando caem sobre o metal, esses resíduos fininhos estouram como pipocas, fazendo bastante barulho”, explica a chef carioca Teresa Corção, presidente do Instituto Maniva, que se dedica à pesquisa e à difusão da gastronomia brasileira.
A diferença da goma industrializada está na textura: a farinha de tapioca artesanal é crocante e pode até mesmo ser mastigada “in natura”, sem precisar ser colocada de molho.
Entendeu agora? E deu vontade de comer a verdadeira tapioca?
Pois em Curitiba você pode. Conheça o Tapí Tapiocaria, o restaurante especializado na tapioca original nordestina.
O Tapí surgiu a partir da memória afetiva de Caio Souza de Carvalho. Na década de 1960, o avô de Caio vendia tapiocas no nordeste e, como forma de homenagear o avô e sua terra natal, o neto abriu o Tapí.
“No Tapí, a ideia é trazer um pouco da cultura nordestina para o frio de Curitiba”
A especialidade do cardápio da casa são tapiocas de diversos tipos, desde as mais tradicionais até opções saudáveis, como as vegetarianas, fit e sem glúten. Todas as tapiocas são de produção artesanal e não contém conservantes. O cliente monta a sua, com os acompanhamentos que escolher. Alguns sabores das mais tradicionais incluem recheios de queijo e presunto, margherita e três queijos, além de recheios doces, como o de nutella com morango, o de banana e o de banoffi. Além das tapiocas, a casa também oferece bebidas, como sucos naturais, açaí, saladas, chocolate quente e combos ao longo do dia. O preço médio de todos os itens do cardápio é de R$ 20.
“Cada tapioca tem uma média de 140g de recheio e 70g de goma – isso garante que toda vez que você pedir uma Tapí, além de saber que ela alimenta de verdade, garante nosso padrão de qualidade.” Bom, né?
E o melhor: quem é Clube tem desconto exclusivo na Tapí.
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Centenas de parceiros na cidade, do restaurante ao cinema. O desconto é usado direto pelo app.
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