Filme da Lava Jato chega a 1,3 milhão de espectadores, mas ainda falta público para longa se pagar

Quase um mês depois de estrear no circuito nacional, ainda faltam 700 mil espectadores para que o filme Polícia Federal – A Lei é Para Todos atinja a meta de R$ 2 milhões de espectadores estipulada pela produção para que o filme possa se pagar. Após 26 dias da estreia o filme chegou, no último fim de semana, à marca de 1,3 milhões de espectadores, de acordo com dados da Filme B Box Office, que mede as bilheterias dos cinemas do país.
>>> Lembre como foi a pré-estreia do filme Polícia Federal – A Lei é Para Todos.
Em cartaz desde o dia 7 de setembro, o longa sobre os bastidores da Lava Jato, dirigido por Marcelo Antunez, estreou em mais de mil salas em todas as regiões do país. Em Curitiba o filme segue em cartaz em dez salas de cinema. Durante a pré-estreia do longa em Curitiba, há um mês, o produtor do filme, Tomislav Blazic, calculava que o filme precisaria chegar a pelo menos dois milhões de espectadores para ao menos “empatar” o valor investido na produção.
O filme, ao contrário da maioria das produções do mesmo porte, não contou com nenhum recurso com origem nas leis de incentivo à cultura que financiam o audiovisual nacional.
Se mantiver a média de pouco mais de R$ 50 mil pessoas por dia, o filme sobre a operação Lava Jato precisaria de mais duas semanas para alcançar o número projetado inicialmente pela produção.
Em terceiro, no ranking do cinema nacional em 2017
Com o desempenho nas bilheterias, o filme sobre os bastidores da Lava Jato está atualmente em terceiro lugar na lista dos filmes brasileiros mais assistidos.
Lançado em 21 de setembro, a comédia Divorcio, com Murilo Benício e Camila Morgado, já conseguiu bater a marca e chegou a 1,5 milhão de espectadores. A produção brasileira mais assistida no cinema em 2017 ainda é Minha Mãe É uma Peça 2, que estreou no final de 2016. A comédia de Paulo Gustavo teve público de 6,5 milhões neste ano (9,3 milhões no total).
Após a pré-estreia em Curitiba, o diretor Marcelo Antunez contou que a produção filme optou por não usar dinheiro da lei de incentivo ainda que o projeto tivesse sido aprovado na lei de audiovisual por dois motivos.
“Em primeiro lugar, achamos que iria subverter a ideia da lei de incentivos, que é incentivar filme que não tem certeza de bilheteria. Nós também não temos, mas sentimos que o projeto tem potencial, pois é de interesse das pessoas. Em segundo lugar, não iríamos nos sentir muito confortáveis eticamente de ficar usando dinheiro público para contar casos de mau uso de dinheiro público”.
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