Cinema

Filme da Lava Jato precisa de 2 milhões de espectadores para se pagar

·2 min de leitura·Sandro Moser
Filme da Lava Jato precisa de 2 milhões de espectadores para se pagar

Como um bom filme de franquia, após a subida dos créditos da primeira exibição de Polícia Federal – A Lei é Para Todos, durante pré-estreia nesta segunda-feira (28), em Curitiba, surge uma cena que prenuncia como será a sequência da série.

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Desde antes das filmagens sabe-se que o filme recém-lançado (estreia é no dia 7 de setembro) é só a primeira parte de uma trilogia sobre a operação Lava Jato. Uma ideia ambiciosa tendo em vista que o primeiro filme vai precisar fazer uma carreira incomum no cinema nacional.

O filme, ao contrário da maioria das produções do mesmo porte, não contou com nenhum recurso com origem nas leis de incentivo à cultura que financiam o audiovisual nacional. Como o orçamento do longa-metragem foi de R$ 18 milhões, será preciso que o filme atinja pelo menos dois milhões de espectadores para empatar o valor investido, nas contas do produtor do filme Tomislav Blazic.

O diretor Marcelo Antunez conta que a produção filme optou por não usar dinheiro da lei de incentivo ainda que o projeto tivesse sido aprovado na lei de audiovisual por dois motivos.“Em primeiro lugar, achamos que iria subverter a ideia da lei de incentivos que é incentivar filme que não tem certeza de bilheteria. Nós também não temos, mas sentimos que o projeto tem potencial, pois é de interesse das pessoas. Em segundo lugar, não iríamos nos sentir muito confortáveis eticamente de ficar usando dinheiro público para contar casos de mau uso  de dinheiro público”.

Para o produtor Tomislav Blazic a qualidade do filme vai bancar a aposta feita. “Tudo isso é uma caixa preta. No momento em que a gente faz um filme de qualidade tem a percepção qe a gente vai cumprir esta meta para poder ressarcir o investimento”.

A acolhida do público de Curitiba, porém é prenúncio de que o filme deve fazer a carreira que precisa. Para tanto a estratégia de lançamento foi calculada. O filme será lançado em mais de mil salas, simultaneamente. Em todas as regiões do país. Número digno de um filme de herói ou outro blockbuster americano.

O dia 7 de setembro também foi estrategicamente pensado. Menos por ser o dia da independência do Brasil – como pode parecer – e sim por que não há na data concorrência de outra megaprodução de Hollywood.

O diretor e o duo de roteiristas, já trabalham no próximo roteiro.O recorte final do roteiro foi março do ano passado, quando aconteceram momentos decisivos da Lava jato. "De lá pra cá muita coisa aconteceu: Joesley, Michel Temer, Marcelo Odebrecht, o PSDB aparecendo. A matéria prima-continua aparecendo diariamente. Os roteiristas de Brasília são bastante criativos”. 

O ator Antônio Calloni: "Não dá pra controlar a opinião das pessoas sobre o filme".

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