Cinco bares que contam histórias sobre Curitiba

Instalados em locais históricos ou prestando homenagens a nomes importantes da história da cidade, alguns bares de Curitiba têm conexão com a formação da cidade.
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O Guia da Gazeta do Povo + Clube fez uma lista com cinco endereços para que você saiba mais sobre a história destes endereços e os personagens que os inspiraram.
Bar Getúlio

O Bar e Restaurante Getúlio que fica na sobreloja do hotel Slaviero Slim Centro, o antigo Braz Hotel, na avenida Luiz Xavier traz no nome e nas paredes um momento da história do Brasil e do Paraná.
O ex-presidente da República passou duas vezes por ali: em 1944 (no ano final da ditadura do Estado Novo) e em 1953 (como presidente democrático).
Nessa segunda visita, no dia 19 de dezembro, nas comemorações do centenário da emancipação política do Paraná, Getúlio discursou à multidão de um palanque montado usando a sacada do bar como apoio.
Hóspedes ou qualquer um do povo podem beber um bom café (R$ 7), uma cerveja Heineken (R$ 11) ou uma dose de uísque Logan (22) nas mesas da sacada que tem a melhor vista para a Boca Maldita.
Desde o final do ano passado, o Bar Getúlio também é um restaurante que funciona de segunda a sexta das 11h30 às 14h30 com um buffet (R$ 55,90, livre e R$ 36,90 o quilo) de comida internacional.
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Bar Palácio

Nem o Palácio do Governo estadual, nem o Bar Palácio têm hoje seus endereços na Rua Barão do Rio Branco, mas houve um tempo em que eles se encaravam e o segundo buscou seu nome no primeiro.
Um dos bares mais antigos e amados de Curitiba foi fundado em 1930 e, naquela época, ocupava o imóvel de número 438 da Barão, bem em frente ao edifício do Palácio da Liberdade que abrigava o executivo estadual à época, no outro lado da Barão, número 399 (atualmente a sede do Museu da Imagem e do Som).
O prédio originalmente era um quartel do século XIX, construído entre os anos de 1870 e 1890. Desde os anos 1930, o Bar Palácio é um dos principais redutos boêmios da cidade, ponto de encontro de artistas, jornalistas, políticos e intelectuais.
Após algumas mudanças, o Bar Palácio hoje está na Rua André de Barros, a poucos metros de seu original e tem a mesma atmosfera. O "churrasco paranaense" servido com arroz, farofa e salada de cebola (R$ 46,60) segue como o carro-chefe.
Bar Gilda

O mais novo da turma dos bares que conta a história da cidade é o bar e restaurante Gilda, na Rua Cândido Lopes, no Centro. Se o Getúlio e o Palácio homenageiam o poder e seus vultos, o Gilda é uma homenagem ao Lado B da cidade.
Simbolizado na figura da personagem urbana mais famosa do bas-fond curitibano nas décadas de 1970 e 1980: Gilda, a travesti barbada que trocava beijos por trocados na Boca Maldita.
O restaurante funciona onde durante anos ficava o restaurante Padrino. Uma das apostas do novo perfil da casa são as atrações culturais diárias. Nesta sexta (21), o músico Arsenio Zarate faz show de música latino-americana.
Don Max

Foto: Reprodução / Trip Advisor.
Em 1996, quando buscava um imóvel para montar um bar que servisse ótima comida, o empresário Paulo Zanatta tinha uma ideia de nome na cabeça.
Quando achou o local que queria, uma antiga Casa de Massas no bairro Água Verde, Zanatta se encantou com o nome, Don Max, escolhido pelo antigo proprietário.
"Gostei tanto que pedi para comprar e ele me deu o nome. Era um senhor espanhol, por isso o Don é com N. Não tenho mais contato com ele, mas sabia desde o início que era um ótimo nome”.
Mas quem é este Don Max? Na verdade, é uma homenagem ao Tenente Max Wolf Filho, militar paranaense que foi um dos heróis da Segunda Guerra e morreu em combate na Itália. Além de nomear a rua e o Don Max, o tenente também dá nome ao 20º Batalhão de Infantaria no Bacacheri e a uma sala no Museu do Expedicionário.
O Don Max abre todos os dias das 12h a 0h. Serve almoço até 16h e jantar e petiscos a partir das 18h com um cardápio consagrado pelos clientes. Tem uma feijoada famosa aos sábados. Serve vinhos, cervejas e cachaças artesanais. Tem música ao vivo várias noites por semanas e é ponto de encontro para assistir partidas de futebol.
Bar do Fogo

O bar que melhor simboliza o movimento de reocupação da Rua São Francisco e o que tem resistido com altivez no endereço histórico tem uma conexão profunda com a história da cidade.
O Bar do Fogo traz em seu nome a antiga denominação do logradouro do setor histórico da cidade assim batizado porque, no imóvel de número 179, do outro lado da calçada, funcionava a selaria na qual se ferravam as patas dos cavalos quando Curitiba ainda era uma vila.
A rua com paralelepípedos e calçadas de basalto foi uma das primeiras onde se consolidaram estabelecimentos comerciais. Na esquina com a atual Barão do Serro Azul, ficava a primeira sede do Clube Curitibano.
O Bar do Fogo tem decoração feita por artistas da cidade e música ao vivo de quarta a sexta com jazz, choro e samba. Chopes artesanais e, entre as opções gastronômicas, o destaque vai para o Pão com Barreado (R$ 10).
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