Baladas mudam conceito e fazem festas temáticas para atrair público jovem

Em um cenário em que marcas importantes fecharam as portas, algumas baladas de Curitiba apostaram em mudança de público-alvo e programação artística para superar o momento de crise.
Casas como a Shed e o Soviet, que hoje concentram boa parte do mercado baladeiro da cidade, se reinventaram e atraem públicos diferentes dos que originalmente buscavam.
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Criada para ser a casa de música sertaneja mais luxuosa do pais, a Shed é bom exemplo deste movimento. Enquanto sua principal concorrente a Wood’s saiu de cena, a Shed buscou cativar um público mais jovem ao abrir sua pista para ritmos como o funk, o pop e o hip-hop.
Segundo Leandro Jabur, um dos sócios da casa, a balada “dançou conforme a música” para superar a turbulência do mercado. “A gente olhou para geração que começa a ter seus gostos e a sair pela primeira vez e conseguimos nos adaptar rapidamente a esta tendência”.
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Jabur disse que assim que a casa sentiu a necessidade de testar algum novo caminho, as experiências com shows de funk e festas temáticas mostraram que era possível atrair um público jovem, entre 18 e 25 anos.
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“[O jovem] é uma parcela do público da qual não se pode abrir mão. É ele quem consome o produto balada e ele está sempre em movimento”. Ele afirma, porém, que a casa não abandonou sua vocação e mantém programação sertaneja para público de outra faixa etária.
Clube LBGTI+ do Batel
Outro exemplo de balada que consegue se manter ativa e com sucesso em tempos difíceis é o Soviet. A casa que nasceu para ser um bar especializado em vodka, mudou de direção em 2013 e renasceu como balada LGBTI+. Por outro lado, viu a Cat's, reduto do mesmo público, fechar as portas depois de 19 anos de atividade.
Segundo Fernando Henrique Oliveira, o Fefo, um dos produtores da casa, a aposta na nova identidade da balada foi alta. “A gente correu o risco em criar uma casa alternativa para um segmento de público que nunca teve espaço na área da cidade onde estamos [no bairro Batel]”, disse.
Para ele, a crise no setor forçou algumas mudanças conceituais na balada, mas nada que fizesse o Soviet aderir a modismos (como open bar) ou afetar a ideia central do projeto. Segundo Fefo, as festas temáticas são um dos caminhos para manter o movimento da casa em alta.
“Musicalmente passamos de um pop mais estridente para outro tipo de música eletrônica, mas sem perder a ideia de ser uma balada pop e entretenimento noturno de qualidade”.
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