Vanessa da Mata traz sua caixinha de música para Curitiba neste fim de semana

Maré-cheia. Repleta. Superlotada. Todos esses adjetivos definem Vanessa da Mata. E é assim que ela se vê também. A cantora mato-grossense vem a Curitiba neste sábado (10) para um show na Ópera de Arame (ainda há ingressos). Ela conversou com o Guia da Gazeta do Povo + Clube, por telefone, sobre a nova turnê, “Caixinha de Música”, e sobre o que esperar da apresentação.
Do seu apartamento no Rio de Janeiro, onde está com os filhos, Vanessa explica que o novo trabalho é um misto de delicadeza e força. “A imagem da caixinha de música já é forte, reverbera. É delicadeza, mas também é se desnudar, se mostrar. É interação, a curiosidade da bailarina em ver o que está fora e de quem abre por descobrir o que tem dentro. Sou eu e o público”, disse. “Caixinha de Música” tem rodado o Brasil e os Estados Unidos desde setembro de 2017.
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É também bem diferente dos trabalhos anteriores. Nesse, Vanessa investiu em uma pegada mais rock, somada a texturas eletrônicas. O projeto conta com quatro músicas inéditas, entre elas a parceria com a banda Baiana System, na faixa “Gente Feliz (Sinceridade)”, e mais de vinte grandes sucessos, como “Amado” e “Não Me Deixe Só”.
Sobre o grupo baiano, Vanessa rasga elogios. “Eles são muito fortes musicalmente, acho que não ouço algo tão poderoso desde Chico Science e Nação Zumbi. É muita musicalidade, une o tradicional ao moderno, é dançante, tudo muito bem pensado”, declara.
Influências
Vanessa da Mata nasceu em Alto Garças, no Mato Grosso. Desde muito cedo “ouviu de tudo”. Música africana, samba, sertanejo, rock, mpb, cururu, siriri, rasqueado. E traz isso para o seu trabalho. “É memória e é muito natural. Não sou uma pessoa que escuta só um tipo de música, a mesmice me cansa”, disse.
E o novo trabalho prova essa mistura. Entre as canções interpretadas na turnê estão “Vá pro Inferno Com seu Amor”, da dupla sertaneja Milionário e José Rico, e “Mágoas de Caboclo”, que a avó da cantora ouvia, reinterpretadas na voz de Vanessa.
Música, para ela, é mensagem. “Vai além do dinheiro, é arte, é como eu sobrevivo, mas é para o que eu vivo. Precisa ter ideologia. Ao contrário do que muita gente pensa, as minhas músicas são mais do que romantismo ingênuo, trazem reflexão, pausa, respiro, superação”, esclarece.
Sobre grandes inspiradores, Vanessa cita Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Gal Costa e toda “a geração dos 70 anos”.
Passarinhos
“Passarinhos” é como Vanessa chama carinhosamente os seus fãs. Aficionada por eles, ela explica que o apelido surgiu de forma muito natural. “A natureza me comove muito. Eu uso flores na roupas, no cabelo, faz parte de mim. Com os “passarinhos” foi muito simples e bonito. É muito carinhoso. Inclusive, meus fãs-clubes eu chamo de sabiá, coruja, e assim vai”, diverte-se.
Turnê
Depois de Curitiba, “Caixinha de Surpresas” segue para Berlim, na Alemanha, Estados Unidos, com shows na Florida, em Doral, Orlando e Miami, Atlanta e Baton Rouge, em Luisiana. Na volta, uma apresentação em Jundiaí, São Paulo, no dia 15 de abril, e segue para Portugal.
“O público pode esperar o melhor de mim e do meu trabalho, muita sensibilidade e entrega”, finaliza.
O ingressos para o show em Curitiba estão sendo vendidos pelo Disk Ingressos, custam de R$ 40 a R$ 90, e há uma promoção de compre um e ganhe outro. Assinantes do Clube da Gazeta do Povo têm 30% de desconto.
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