Espaço cultural para 20 mil pessoas no Prado Velho se torna o mais eclético da cidade

Há pouco mais de um ano, em outubro de 2017, o complexo cultural Usina 5 (Rua Aluízio Finzetto, 3511 , Prado Velho) foi inaugurado sem que se soubesse exatamente qual era sua vocação e como seria a aceitação pelo público da cidade.
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A aposta era nova, pois o espaço consistia em um complexo de galpões industriais construídos há pouco mais de meio século que abrigavam a fábrica de açúcar Sal e Açúcar Diana até sua desativação em 1997. O primeiro evento foi o festival eletrônico Tribaltech que reuniu mais de 10 mil pessoas. Veja como foi aqui.
Um ano depois, a Usina 5 colecionou sucessos e se consolidou como o espaço cultural mais eclético da cidade. Foram mais de 70 eventos de naturezas diversas. De festivais de música eletrônica a encontros de motociclismo.
Para o produtor Patrick Cornelsen, um dos sócios da Usina 5, o primeiro ano mostrou que a maior qualidade do espaço é a “versatilidade”.
“Chegamos a ter quatro festas diferentes acontecendo em harmonia. Podemos preparar ambientes para muita gente (20 mil pessoas) ou para poucas”, disse. O principal desafio da Usina 5 em seu primeiro ano de vida, segundo Cornelsen, foi entender como uma fábrica abandonada poderia virar um centro cultural.
“Nossa preocupação desde o começo foi quanto a parte legal. Como acomodar com segurança milhares de pessoas em um local abandonado? Até provar que era tecnicamente viável demorou, mas nós vencemos essa etapa com investimento pesado em segurança”, diz.
Com 60 mil m² de área total, cinco barracões cobertos que abrangem 16 mil m² de área construída e capacidade para abrigar até 20 mil pessoas, a Usina 5 tem estacionamentos moduláveis que podem comportar até 1.300 veículos simultaneamente, além de grandes áreas abertas capazes de receber eventos de todos os portes com conforto e segurança, garante Cornelsen.
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No último fim de semana, o Coverstock Festival – festival de bandas cover – lotou o espaço em um evento que durou 12 horas.
Segundo Cornelsen, a Usina 5 passa por um tempo de maturação, seja na programação e vocação, ou mesmo na imagem que o público e a sociedade têm do espaço. “Estamos ainda avaliando onde podemos melhorar em questões como impacto com a vizinhança e quais os próximos passos podemos tomar para melhorar a qualificação do espaço”.
“2019 será o ano da Usina 5”
Uma das grandes vantagens da Usina 5 em relação a outros espaços culturais é sua localização privilegiada.
Situada no bairro Prado Velho, fica a menos de 15 minutos do centro de Curitiba. Por ser próximo à Linha Verde tem acesso facilitado de qualquer região da cidade e não sofre tanto como a Pedreira Paulo Leminski com a proximidade de áreas residenciais que atrapalhem a realização de eventos – as casas mais próximas ficam a cerca de 500 metros. Os ruídos praticamente são mitigados por medidas acústicas que a empresa está tomando.
Cornelsen reflete, porém, que estas características pode ter um prazo de validade não muito longo à Usina 5. “Apesar do sucesso do primeiro ano, é um empreendimento cultural em terreno privado e sabemos que o valor de ações culturais é frágil quando confrontado com o valor imobiliário da área que só faz crescer. Assim, nossa ideia é retirar o maior proveito possível enquanto durar o projeto”.
Para ele, apesar de tudo, 2019 será o “ano da Usina 5”. Todos os grandes eventos de 2018 serão mantidos. Terá um novo Dia Mundial do Rock, um Brasil Motorcycle Show, um grande festival de música eletrônica, entre outros.
Para 2019 também, a ideia é que a Usina 5 abra em mais datas por ano e após o plantio de milhares de mudas de grama por todo o espaço seja aproveitado todos os dias como um grande “parque cultural aberto”.
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