Teatros

Três sobreviventes de Hiroshima trazem história viva para o teatro em Curitiba

·2 min de leitura·Luciana Penante, especial para Gazeta do Povo
Três sobreviventes de Hiroshima trazem história viva para o teatro em Curitiba

O horror de estar presente em um momento trágico da humanidade. A vida depois disso. O espetáculo "Os Três Sobreviventes de Hiroshima" traz relatos de três pessoas que passaram por esta situação, em única apresentação, neste dia 15 de setembro (sábado), às 20h, no Auditório Mário de Mari, na sede de Fiep da Avenida das Torres. Na peça, relatos de quem vivenciou a explosão nuclear que vitimou milhares de pessoas na cidade de Hiroshima, no Japão, em 1945, dos dias seguintes à tragédia e da imigração para o Brasil.

"Os Três Sobreviventes de Hiroshima" reconstrói a história do militar Takashi Morita e dos civis Kunihiko Bonkohara e Junko Watanabe, que estavam em Hiroshima no dia do bombardeio. Morita tinha 21 anos na época, Kunihiko 5 e Junko 2. Em cena, eles atuam no formato de teatro documental, também conhecido como biodrama. Fotos originais e canções da época executadas pelos sobreviventes compõem o clima da apresentação.

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Sobreviventes Pela Paz
O espetáculo deu origem ao projeto Sobreviventes Pela Paz. A ideia surgiu em 2012 com pesquisas sobre a comunidade nipo-brasileira e a imigração japonesa no Brasil. O país conta com 83 imigrantes que sobreviveram ao ataque de Hiroshima em agosto de 1945. Foram doze meses de pesquisa com palestras, estudos, debates, lançamento de livro, exibição de documentários, leituras dramatizadas e apresentações teatrais com roteiro e direção de Rogério Nagai.

Esta será a segunda vez do espetáculo em Curitiba. Ele passou pela capital paranaense no ano passado, dentro da mostra Fringe do Festival de Curitiba, em abril. As sessões lotadas e com muitos espectadores para fora do teatro consagraram o sucesso de "Os Três Sobreviventes de Hiroshima".

O texto, ainda que trate de uma tragédia, leva uma reflexão sobre a paz por onde passa, com uma mensagem forte de resiliência, perdão e superação. Colocar os sobreviventes em cena é uma maneira que o projeto encontrou de mostrar a importância de propagar e manter a paz, para que acontecimentos como esse nunca mais se repitam. Os ingressos custam R$ 50 e R$ 25 (meia-entrada).

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