Projeto Traços Curitibanos reúne trabalhos de mais de 120 artistas da cidade

O projeto Traços Curitibanos 2 começa nesta sexta-feira (30) e vai apresentar um panorama da produção atual de artistas curitibanos que trabalham com quadrinhos, ilustrações e caricaturas. Esta é a segunda edição do evento, que vai reunir uma série de mostras do trabalho local – a programação, que é 100% gratuita, começa agora e só termina em janeiro do ano que vem.
Primeira fase
A primeira fase do Traços Curitibanos 2 vai reunir trabalhos de cerca de 120 artistas locais em uma exposição no Museu Municipal de Arte (MuMA), no Portão Cultural. Lá, estarão reunidas obras de quatro linguagens: quadrinhos, com curadoria de Antônio Eder; desenho animado, com curadoria de Wakir Fernandes; caricatura, com curadoria de Natan SS; e ilustração, com curadoria de Marcelo Lopes.
Os curadores de cada área são nomes representativos da produção curitibana, reunidos em uma espécie de associação de desenhistas de Curitiba. Eles têm participado de premiações e eventos representando a cidade Brasil afora. No MuMA, a mostra fica entre os dias 30 de junho e 20 de agosto. Depois, segue para outras regiões de Curitiba, em caráter itinerante.
Segunda fase
Ainda agosto, vai ser a vez de uma retrospectiva com alguns dos personagens mais importantes dos quadrinhos curitibanos, como o Gralha, a Loira Fantasma de Curitiba e vários outros. Esta segunda exposição fica aberta entre 11 de agosto e 15 de outubro, na Gibiteca de Curitiba. A instituição formou boa parte dos ilustradores de Curitiba. “Quase todo mundo que produz [em Curitiba] se formou aqui. Os personagens foram lançados em aniversários da Gibiteca”, explica Fúlvio Pacheco, que é quadrinista e também coordenador da Gibiteca.
Terceira fase
Por fim, a terceira e última parte do projeto começa em outubro, e comemora os 35 anos da própria Gibiteca (e, por isso, também será realizada lá). Essa mostra resgata trabalhos que tiveram o apoio da instituição que, como lembra Pacheco, foi fundamental para manter acesa a produção de ilustração em Curitiba ao longo da sua existência. O público pode visitá-la entre 19 de outubro e 28 de janeiro de 2018.
Além das mostras, haverá também algumas palestras e workshops gratuitos – veja mais na ficha abaixo:
Traços Curitibanos: a origem
Você pode até não saber, mas Curitiba já foi sede de uma editora de quadrinhos que rivalizava de igual para igual com as do eixo Rio-São Paulo: a Grafipar. Nos anos 1970, a empresa chegou a editar revistas de desenhistas como Carlos Chagas e textos de ninguém menos que Paulo Leminski. A Grafipar acabou, mas Curitiba continuou tendo uma forte tradição no mundo da ilustração, tradição que acabou originando a mostra Traços Urbanos.
A primeira mostra foi realizada em 2015, em um momento de crescimento da produção de ilustradores curitibanos. Tudo o que faltava era um evento para expor os trabalhos mais profícuos. Fulvio Pacheco conta que a primeira experiência impulsionou e muito a produção de quadrinhos e ilustrações em Curitiba.
“Ano passado foram lançados 55 quadrinhos aqui na cidade, é um número muito maior do que nos outros anos”, diz ele. Uma segunda edição da mostra, para divulgar tantos trabalhos, era questão de tempo.
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