Nostálgico e surpreendente, Star Wars: Os Últimos Jedi agrada todos os públicos

Depois de oito filmes e 40 anos de uma das franquias mais lucrativas e aclamadas pelo público e crítica, é difícil apresentar algo novo quanto temos um lançamento de Star Wars, certo? Frase errada, já diria o mestre Jedi Luke Skywalker (Mark Hamill).
Com roteiro nostálgico e surpreendente, “Star Wars: Os Últimos Jedi” chega às telonas com uma história bem contada que não só agrada todos os públicos, do fã mais empenhado ao novo espectador, como alcança o nível do já mítico “O Império Contra Ataca”, de 1980.
Dando sequência a “O Despertar da Força” – longa de 2015, dirigido por J.J. Abrams, que retomou a história da trilogia clássica após 32 anos – o filme escrito e dirigido por Rian Johnson retoma a saga da jovem Rey (Daisy Ridley), uma sucateira do desértico e esquecido planeta Jakku que se envolve no conflito galáctico entre a temida Primeira Ordem, que mantém a herança bélica do antigo Império, e a Resistência, comandada pela heroica general Leia (Carrie Fisher, em sua última atuação).
Além disso, Rey precisa aprender a lidar com suas habilidades que “despertaram” após os acontecimentos do filme anterior, especificamente com a Força – entidade cósmica que envolve todas as coisas e seres vivos do universo criado em 1977 por George Lucas. Para isso, ela vai atrás de Luke Skywalker, que vive exilado e desiludido em um planeta distante, local marcado pela história primitiva da Ordem Jedi.
Com esse pontapé, Johnson dá sequência à história de aventura espacial de forma fluída, mesclando cenas das descobertas do treinamento de Rey – como a relação telepática que passa a ter com o rival Kylo Ren (Adam Driver) – com as batalhas de ambos os lados da guerra pela galáxia. O restante do vasto elenco ganha o espaço necessário para contribuir com o roteiro, como Poe Dameron (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega), além das personagens recém chegadas de Laura Dern e Kelly Marie Tran.
Sem entrar nos spoilers, pode-se dizer que elementos vistos na trilogia clássica estão de volta (da melhor forma possível para agradar os fãs), referências a “O Império Contra Ataca” aparecem de maneira orgânica, sem plágios ou suspensões da descrença do espectador para que funcionem, e sequências emocionantes permeiam os 152 minutos do filme – o mais longo da saga até agora.
Da mesma forma que Rey precisa de uma indicação de caminho para seguir em meio à busca de equilíbrio da Força, e a galáxia necessita de uma inspiração para voltar a ter esperança, o público e as sagas do patamar de Star Wars precisam de mais filmes como “Os Últimos Jedi” daqui pra frente…
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