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Sorria, horror com sorrisos diabólicos e trauma como antagonista

·2 min de leitura·Patricia Mannarino
Sorria
Sorria

Sorria estreou neste semana com desnecessária e empobrecedora tradução.

Escrito e dirigido por Parker Finn , Sorria  personifica o trauma e examina seu efeito cascata e como ele conecta pessoas, lugares e coisas.

O filme começa com uma mulher deitada em um colchão. O quarto revirado está repleto de garrafas de bebidas, comprimidos e pontas de cigarro. A câmera percorre a sala até pousar em uma criança testemunhando tudo isso. A Dra. Rose Cotter ( Sosie Bacon ) acorda. É um sonho. Ela é uma psicóloga com pacientes obcecados com a morte. Uma dessas pacientes, Laura Weaver (Caitlin Stasey), vê coisas que ninguém mais pode ver (Sexto Sentido?). Ela diz que é uma entidade que toma a forma de outras pessoas, às vezes coisas, mas sempre carrega um sorriso sinistro. Eventualmente, a sessão sai dos trilhos e termina tão horrivelmente quanto você esperaria. Ou não.

Qual o limite entre o real e o imaginário?

Após este incidente, Rose está uma pilha de nervos, e coisas estranhas começam a acontecer. Primeiramente, um de seus ex-pacientes sorri de modo sinistro para ela. Então, ela mesma começa a ver aparições aleatórias. Rose perde o controle da realidade a ponto de imaginar coisas que não existem. Quando Rose tenta comunicar suas experiências a seu marido Trevor ( Jessie T. Usher ), ou seu ex-namorado Joel (Kyle Gallner), suas preocupações são vistas como histéricas e nada mais. Enquanto Rose procura respostas, encontra uma presença demoníaca que ameaça destruir tudo.

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O trauma como antagonista

A premissa do filme é (muito) interessante. Apesar do gênero “terror” suscitar fatos inverossímeis, Sorria não é necessariamente sobre os horrores do trauma, mas, sobretudo, acerca do que acontece quando você é corajoso o bastante para lidar com ele e, ainda assim, não conseguir resolvê-lo. Ou pior: a partir desse enfrentamento, fazer com as coisas fiquem ainda piores.

Como  em O Chamado, Sorria  é sobre pessoas amaldiçoadas que têm um limite de tempo de vida depois de testemunharem algo que não deveriam. 

Os sustos são convincentes o suficiente, mas o roteiro depende muito deles. No entanto, o filme é adepto de desvendar informações, pois é processual na execução, quase como um episódio de Halloween de  Law & Order . Cada novo pedaço de informação que Rose ganha aumenta os visuais de arrepiar os cabelos na tela. 

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Patricia Mannarino
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