Qual espetáculo é um dos que mais passou pelo Guaíra?

Quando o músico e ator Nico Nicolaiewesky morreu em 2014, morreu com ele o espetáculo “Tangos e Tragédias”, um dos grandes sucessos do showbiz brasileiro, que ele dividiu com o músico Hique Gomez durante 30 anos. Neste tempo todo, o espetáculo foi apresentado pelo menos duas vezes por ano em Curitiba, sempre no Guaíra, fazendo com que ele seja uma das montagens que mais passou pelo teatro curitibano.
O universo da Sbórnia, nome do pais fictício que ambientava os shows da dupla, porém, segue vivo no espetáculo projeto "A Sbørnia Køntr'Atacka" que chega agora a Curitiba para três apresentações no Guairinha neste fim de semana, nos dias 26, 27 e 28. “Não é o Tangos e Tragédias, mas é uma continuação legitima. Está ali todo o universo, o jeito de fazer, o jogo com a plateia. Toda nossa construção nesses 30 anos”, explica Gomez.
O músico agora tem uma nova parceira em seu “teatro hiperbólico”, a pianista gaúcha Simone Rasslan, ou Nahiba, seu nome de guerra “sborniano”. Simone també perdeu sua companheira de palco, a cantora Adriana Marques (que faleceu em 2008) com quem fazia o show Rádio Esmeralda.
“A gente está tentando se levantar junto depois do golpe. A ausência do Nico é grande, mas a presença dele também é. A Simone é uma grande artista,pianista de mão cheia, da linha sborniana. É um encontro feliz de pessoas que se curtem e pensam parecido”, diz Hique. Ele acredita que o mais importante do espetáculo, a musicalidade e o humor irônico e refinado, seguem inabalados.
Entre as novidades do show está a maior (e única) companhia de comunicação sbørniana, a "Radio-TV Filzak", que entra no ar para transmitir a final do campeonato de MachadoBoll, esporte predileto da Sbørnia. Trechos do premiado longa-metragem de animação "Até que a Sbørnia nos Separe", (direção de Otto Guerra e Enio Torresan), que ainda está circulando pelos canais a cabo HBO e Cinemax, também serão projetados no contexto da nova história.
No repertório seguem alguns clássicos do Tangos e Tragédias e novas canções do principal compositor Sbørniano, Cláudio Levitan. O “Gran Finale” , com os muúsicos e plateia na rua, fora do teatro também está garantido.
“A Sbornia corresponde a um pedaço imaginário que as pessoas tem no Brasil, um país de imigrantes. Mesmo quem não é imigrante , é estrangeiro na sua própria terra. Todo mundo tem a Sbórnia dentro de si”.
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