Bares e Baladas

Hostess dão dicas: o que é legal e o que é sem noção na balada

·3 min de leitura·Camila Machado, especial para a Gazeta do Povo
Hostess dão dicas: o que é legal e o que é sem noção na balada

Imprescindíveis na balada, os hostess são, na voz deles, “a cara da festa”, “a primeira impressão que o cliente tem do bar”, “os que têm jogo de cintura”. Por serem o primeiro contato entre o consumidor a balada, o Guia da Gazeta do Povo + Clube conversou com seis hostess de Curitiba para pegar dicas do que fazer e do que não fazer para curtir a noite sem dor de cabeça. Eles já estiveram à frente, ou ainda estão, de baladas consagradas da cidade, como o Vitto, a Vox, o James, o +55, o Peperrs e o Paradis Club.

Chegue cedo 

Thiago Borges é hostess no Paradis Club há um ano e dá uma dica valiosa para os baladeiros: chegue cedo para garantir presença na festa. “A fila é quase sempre um problema. Se você chegar cedo, vai se divertir sem precisar esperar. A casa tem uma lotação máxima que precisa ser respeitada, por questão de segurança. Se essa capacidade foi atingida, tem gente que vai ficar para fora”, disse. 

Acompanhe a lista de descontos 

Dá para entrar na balada pagando menos. É que os estabelecimentos costumam dar descontos para quem colocar o nome na lista antes (normalmente via eventos em redes sociais ou um email geral) do dia do evento. Ou então promovem sorteios de ingressos. E, então, por que não aproveitar?

Essa é uma das dicas do Felipe Copi, que já esteve como hostess no Vitto, na Vox e no James Bar. “Em tempos de crise, qualquer R$ 5 faz a diferença, né?”, explica. 

Vá confortável 

Outro conselho do Felipe é escolher roupas leves e confortáveis. “O pessoal se produz todo e chega na hora não consegue aproveitar. O mais importante é poder dançar e curtir tudo como se não houvesse amanhã”, ele disse.

Seja gentil (parece óbvio, mas não é)

O famoso carteiraço, com o objetivo de intimidar e obter regalias na noitada, foi citado por quase todos os hostess. 

“Você sabe quem eu sou?”, “Eu sou amiga do fulano que trabalha aqui” ou “Quanto preciso pagar para conseguir entrar” são as frases típicas ouvidas na porta. 

A Waleska Saddok, hostess no Paradis, consegue encarar as investidas com bom humor. “Meu segredo é sempre tratar o outro como gostaria de ser tratada: com educação, gentileza e olho no olho”, disse.

Veja se a festa tem o seu perfil 

Outra coisa importantíssima levantada pela hostess do Paradis é avaliar se a festa que você está se propondo a ir tem o seu perfil. “É preciso ser sincera como cliente e explicar o que vai rolar e tocar ali naquele dia. Também convidá-lo a voltar, caso ele ache que vai curtir mais a festa de rock, do que a de música brasileira, por exemplo”, explicou Waleska. 

Não exagere na bebida

A Rai Schnaider, hostess do +55, orienta sobre o limite da bebida. “É legal não se passar do limite. Também não lavar a roupa suja na balada, no meio de um monte de gente. Se aconteceu algo, brigou com o namorado ou namorada, não é ali que as coisas vão se resolver”, contou. 

Todo mundo quer um dogão no fim da noite 

Dançou demais, bebeu demais e está cansado? Invista nas comidas de rua. “Não importa o quão VIP você seja, no final da noite, todos nós estamos mortos e só querendo um dogão”, diz o Filipe. 

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