gastronomia

Seis curiosidades sobre bacon

·3 min de leitura·Patricia Mannarino
bacon

Um dos alimentos mais populares do mundo, o bacon tem um dia só pra ele comemorado mundialmente essa semana. Para celebrar, trouxemos 6 fatos pitorescos sobre o delicioso ingrediente.

Não há quem não goste, concorda?

O bacon é tão popular que só existem dois tipos de pessoas: as que amam bacon de paixão, ou as que não comem por outras causas fora o seu paladar pessoal. Em outras palavras, isso inclui veganos, vegetarianos ou pessoas que não consomem carne de porco por orientação religiosa, como judeus e muçulmanos. Ou seja: a opção “gente que detesta bacon”, simplesmente, não é possível.

Embora exista nas prateleiras de mercados vegetarianos e veganos, alimentos como levedura nutricional no “sabor” bacon. O que nos leva a primeira hipótese: todo mundo ama bacon (de porco ou artificial)

1. Bacon chinês

Dados históricos indicam que o bacon – à época conhecido apenas como barriga de porco – faz parte da culinária desde 1.500 a.C., sendo os chineses os primeiros a cozinhar essa parte dos animais e salgá-las.

Ou seja: o bacon faz parte da história da alimentação humana há cerca de 3.021 anos, sendo, assim, uma das carnes processadas mais antigas do mundo.

2. Os romanos chamavam o bacon de Petaso

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Foto: Ancient Rome – The meat and fruit market | Shutterstock

Chegando nos antigos romanos, os chefes “gourmetizaram” a receita original, fervendo a espádua do porco com sal e misturando-a a figos e molho de pimenta.

3. Por que o bacon se chama bacon?

Bacon é uma palavra da raiz germânica “bak”, que se refere ao dorso do porco. A expressão foi adaptada para o francês “bacco” que, em inglês, tornou-se “bacoun”.  

4. A primeira fábrica do mundo

O bacon caiu no gosto de asiáticos e europeus. Fazendeiros e açougueiros começaram a produzir em quantidade suficiente para tornar o alimento item essencial da dieta britânica. Vale lembrar que naquele tempo não existia refrigerador, logo, alimentos “curados” eram populares seguros, já que eliminavam grande parte do risco de apodrecimento das carnes consumidas cruas.

Em 1770, John Harris desenvolveu um método de processamento da carne à base de salmoura. O método é utilizado ainda hoje e leva o nome de “Wiltshire” – referente a cidade de origem.

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Calne, Wiltshire / UK – October 30 2019: One of the bronze pig statues in the Phelps Parade shopping centre

5. Por que o cofrinho é um porquinho?

Por essa você não esperava. Alguém já parou para pensar porque os porquinhos são usados como cofrinhos? Provavelmente, não. A resposta tem a ver com o bacon e essa frase: “bringing home at bacon”.

A frase, muito popular na Inglaterra e Estados Unidos, é desconhecida no Brasil. No século XII, as igrejas da Inglaterra prometiam doar um pedaço de bacon a qualquer homem casado que jurasse, diante de Deus, que ele e sua esposa não discutiriam por um ano e um dia. Assim, os homens que “traziam bacon para casa” eram vistos como cidadãos e maridos exemplares. Atualmente a expressão é utilizada para dizer algo como “ganhar dinheiro”, “trabalhar”.

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6. Uma bomba de bacon

Não, embora isso nos leve a imaginar o conhecido doce com cobertura de chocolate e recheio de creme, trata-se de uma bomba literal, explosiva, daquelas usadas durante a 2a Guerra Mundial.

Como um dos derivados mais importantes na produção de artigos bélicos estava em falta – glicerina – os químicos passaram a usar sobras de gordura de bacon processadas que se transformavam em explosivos, pólvora e outras munições.

Curiosamente, as famílias eram convencidas a fazer a doação através da propaganda de um filme estrelado por ninguém menos que Minnie Mouse e Pluto. Veja que tempos doidos eram aqueles: “Isso é glicerina suficiente para 10 bilhões de projéteis de canhão de tiro rápido.”

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Patricia Mannarino
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