Bares e Baladas

Batel ganha bar cultural inspirado no artista norte-americano Basquiat

·2 min de leitura·Marina Fabri, especial para a Gazeta do Povo
Batel ganha bar cultural inspirado no artista norte-americano Basquiat

O pintor nova-iorquino Jean-Michel Basquiat, tido como um ícone da contracultura (já que começou grafitando prédios abandonados) e grande nome do expressionismo, é a inspiração principal para o novo bar de Curitiba, o Quiat. O nome tem ligação tanto com o pintor quanto com a sonoridade do nome, que lembra “que há”, ou “o que há?”. Isso porque o bar, que abriu as portas oficialmente na última sexta, 28 de julho, antes de ser bar é local de exposições e uma casa aberta a eventos culturais, como lançamento de livros, por exemplo.

“Temos dois ambientes, um mais underground, inspirado no Basquiat grafiteiro, no início da sua carreira, e um outro que tem mais a ver já com o Basquiat que foi parar nas grandes galerias de arte e museus”, explica uma das sócias da casa, Cristiane Mohr. A outra sócia é Soraia So, a artista plástica e produtora artística. São dela, inclusive, vários dos quadros expostos por lá. A casa onde está instalado o bar, na Fernando Simas (onde antes funcionava A Toca da Coruja), inclusive, veio bem a calhar com a ideia das sócias, que passaram algumas semanas até encontrar a locação ideal.

Além das exposições e eventos, o Quiat também vai receber atrações culturais aos finais de semana. “Nossa ideia é ter sempre apresentações ligadas ao blues e jazz às sextas e sábados”, explica Cristiane. Nos outros dias, o ambiente também será animado com músicas desses estilos, com um toque também de clássicos dos anos 1980. No último sábado, dia da abertura oficial para o público, o bar recebeu Emerson Caruso, que fez uma apresentação de blues acústico.

Até o cardápio da casa (o cardápio físico mesmo!) é inspirado em Basquiat – como o artista pintava muito em madeira, veio a ideia de trazer também esse aspecto de alguma forma para o bar. O cardápio foi elaborado por Soraia So – desde a pintura das tábuas que exibem as opções disponíveis na casa até a execução dele, já que a artista também ajuda na cozinha.

Há várias opções em estilo comida de boteco, como carne de onça (R$ 35), pão com bolinho (R$ 12), polenta frita (R$ 22,50) e algumas sopas, como a de batata baroa com legumes (R$ 18) ou batata baroa com costelinha defumada (R$ 20). Entraram no cardápio também vários pratos sem carne, como a caponata de beringela (R$ 22), espaguete com Gorgonzola (R$ 20) e tofu com legumes (R$ 21,50), além de pães veganos. Tudo acompanhado por chopes artesanais, vinho em taça ou drinks.

Quanto aos coquetéis, são dois: Basquiat (à base de gim, suco de maçã e suco de limão) e Andy Warhol (infusão de hibisco, gengibre, suco de limão e vodca), por R$ 25 cada. O responsável pela elaboração dos drinks é Gabriel Bueno (ex-Nou Nikkei Cuisine, atualmente na Tartuferia San Paolo), mas a execução fica a cargo de Sandro Francisco. 

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