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Quando um caminhão mudou o cinema

·3 min de leitura·redação
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Uma coisa é certa: após assistir ao filme “O Encurralado” (em inglês, Duel) você nunca mais verá um caminhão no retrovisor do seu carro da mesma forma. Embora seja improvável encontrar fãs de cinema que desconheçam o filme, Duel/O Encurralado é um clássico que vale a pena ser visto e revisto e comprova que baixo orçamento não significa pouca qualidade. Ao contrário.

Primeiro na tevê, depois no cinema

Lançado na televisão americana em 1971, “O Encurralado” – que completa 50 anos em 2021 – é um épico que mudou a vida do diretor Steven Spielberg e fez as máquinas ganharem status de protagonistas nas tramas cinematográficas. Há muito o que se falar sobre o filme, principalmente porque a enredo é simples, foi produzido em 13 dias e tem apenas 2 personagens: o condutor do veículo, o ganhador do prêmio Emmy, Dennis Weaver, e o caminhão – um Peterbilt 281.

Uma super produção de baixo custo rodada em 3 mil quilômetros

Dennis Weaver é o ator perseguido pelo caminhão. Dennis foi convidado pelo próprio Spielberg, cuja admiração era notória desde seu papel em A Marca da Maldade (1958), de Orson Welles.  Encurralado tomou forma após 13 exaustivos dias de filmagem e mais de três mil quilômetros rodados.

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Dennis Weaver, O Encurralado | Captura de tela

Com pouquíssimos diálogos e muitas cenas de ação e suspense, a trama se desenvolve rapidamente numa sucessão de sequências complexas e excepcionalmente orquestradas por Spielberg. Apenas três anos depois, o diretor assumiu o comando de Tubarão (1975), considerado o primeiro blockbuster do cinema norte-americano.

Sinopse

O vendedor David Mann (Weaver) dirige seu carro pelas estradas da Califórnia quando começa a ser perseguido por um caminhão imenso, dirigido por um homem não identificado, que parece querer brincar com ele perigosamente na estrada.

No decorrer do trajeto, David começa a perceber que a perseguição não se trata de mera brincadeira. À medida que as provocações do misterioso caminhoneiro atingem níveis mortais, David procura desesperadamente despistar o seu torturador, que parece não ter nenhum compromisso naquele dia a não ser matá-lo.

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Cena de O Encurralado | Captura de Tela

Mais motivos para ver (ou rever)

É uma história minimalista dirigida pelo então iniciante e desconhecido Steven Spielberg, produzida originalmente para televisão. O enredo tem como ponto de partida uma situação vivida por Richard Matheson, que, inclusive, transformou-a em livro e foi o roteirista do filme.

Curiosidades:

  1. O filme foi produzido em apenas 13 dias!
  2. A produção original foi feita para a TV americana;
  3. Fez um tremendo sucesso e só depois foi para as salas de cinema;
  4. O Rotten Tomatoes o classificou com quatro estrelas e meia de um total de cinco estrelas.
  5. Já o IMDB o classificou como quatro de cinco estrelas, com a votação de quase 60 mil membros.
  6. Ganhou o prêmio de “Melhor Filme” em 1973 pelo Festival de Cinema de Avoriaz;
  7. Recebeu o Emmy de Melhor edição de som em 1972;
  8. Foi indicado ao Globo de Ouro, em 1972, como melhor filme para a televisão;
  9. Indicado ao Emmy de melhor fotografia em 1972;
  10. Premiado pelo Saturn Award em 2005 como “Melhor Clássico em DVD”.

Christine e Comboio Assassinado

Duel/O Encurralado abriu um nicho no cinema de suspense e terror com máquinas protagonistas e assassinas, sendo seguido por Christine, o Carro Assassino, de 1983 e o Comboio Assassino, entre outros.

Até hoje muita gente aposta que o “O Encurralado” é uma adaptação cinematográfica de alguma obra de Stephen King, mas, como já esclarecemos, é justamente o contrário.

Duel é um simples filme, mas que possui um roteiro bem encaixado que trabalha a paranóia de ser perseguido. Tem um ótimo trabalho de montagem e uma direção magistral do grande Steven Spielberg.

Onde assistir: YouTube e Telecine

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