Macro XE, IMAX, D-BOX ou 3D? Entenda as diferenças entre as salas de cinema de Curitiba

Não basta escolher o filme que está em cartaz ou o sabor da pipoca. Em Curitiba, nomes como 4DX e TSX também fazem diferença na hora de ir ao cinema. O que diferencia uma sessão da outra (motivando, inclusive, variações de preço de 100% ou mais) são características como o tamanho da tela, tipos de projeção ou serviços oferecidos. Para esclarecer o significado de tantas siglas e ajudar a escolher a melhor sessão, o Guia preparou uma explicação sobre os tipos de sala de cinema existentes em Curitiba, que você confere a seguir.
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Salas com tela maior e sistema de som mais potente
Apesar de nomearem suas salas com nomes diferentes, que variam de acordo com a tecnologia empregada, a maior parte das redes de cinema possui opções em que o tamanho das telas é maior do que o tradicional e o sistema de som é mais potente. É o caso do Cinesystem com a sala Cinépic, disponível no Shopping Total, cuja tela tem cerca de 180 metros quadrados, além de projetar filmes em 4K Full HD. A sala tem o sistema de som Dolby Atmos, com caixas espalhadas em todos os lugares da sala, criando uma impressão de som com 360 graus. A mesma tecnologia sonora é encontrada na XPLUS, do UCI Palladium.
No Cinemark, a opção é a sala XD, que conta, segundo a rede, com sistema de som 7 vezes mais potente que o das salas convencionais e uma tela 40% maior – o que faz com que no Barigüi, a sala XD tenha uma tela com cerca de 110 metros quadrados, contra os 80 das salas convencionais.
Outras opções de telas gigantes são as salas Macro XE, do Cinépolis Batel, e TSX, do Cineplus, disponível no Jardim das Américas e no Xaxim. A opção do Cinépolis conta com um som de 13 mil watts de potência, enquanto que a do Cineplus tem 32 canais de som, no caso do Jardim das Américas. As duas salas têm capacidade para mais de 300 pessoas, mas a do Cineplus é maior: tem 420 lugares no Jardim das Américas.
Em termos de tela grande nenhum cinema de Curitiba é páreo para o IMAX Palladium: são 350 metros quadrados de tela côncava, que fica mais próxima dos espectadores do que os demais cinemas, graças ao desenho da sala e ao posicionamento das poltronas. O sistema de som promete uma calibração em tempo real, capaz de fazer quem assiste perceber até um alfinete caindo.
Se a questão é o conforto, algumas salas oferecem diferenciais. Na Cinépic, as poltronas, revestidas em couro, são ligeiramente mais espaçadas entre si, além de serem reclináveis, o que também acontece nas poltronas da TSX.
Poltronas com efeitos 4D
Algumas salas de cinema vão além das três dimensões ou do som mais potente e oferecem a simulação de sensações de tempestades, vento, chuva e até mesmo de cheiros diversos. É o caso da sala D-BOX, do Cinemark Mueller, que, segundo o Cinemark, possui sensores capazes de detectar os movimentos que a poltrona precisa fazer de acordo com o filme. Mesmo tipo de tecnologia empregada na sala 4DX do Cinépolis, que pode reproduzir mais de 20 efeitos. Sentado em uma das poltronas, o espectador pode sentir sensações de batidas, freadas, quedas, terremotos, entre outras.
Como os efeitos são simulados de maneira repentina, de acordo com o filme, este tipo de sala não é recomendado para crianças pequenas ou para crianças um pouco maiores (de 4 a 7 anos) que não estejam acompanhadas de um adulto, ou para mulheres grávidas e portadores de deficiência física e problemas cardíacos.
Atendimento VIP
Em Curitiba, dois cinemas oferecem opções de salas VIP para algumas sessões, com confortos que não existem nas salas convencionais. No Espaço Itaú, as salas 4 e 5 têm um número menor de poltronas, o que torna as sessões menos cheias para quem não gosta de multidões, e os assentos são reclináveis, não apenas no encosto como também no apoio para as pernas.
No Cinépolis, a sala VIP oferece, além das poltronas mais confortáveis, um cardápio especial com salgados, doces e bebidas, que podem ser servidos antes ou durante a sessão. Neste último caso, garçons servem os espectadores dentro da sala, direto nas poltronas, que dispõem de abajures individuais.
Projeção 3D
As sessões em 3D já são tradicionais nos cinemas de Curitiba, sendo o grande chamariz da maior parte das redes quando filmes aguardados entram em cartaz. Um exemplo é A Bela e a Fera: na estreia, em março, das 38 salas que receberam em Curitiba a atração estrelada por Emma Watson, 25 a exibiram em 3D, contando todas as redes. Só que nem todo 3D é igual.
No UCI, por exemplo, existem duas tecnologias diferentes tanto no Estação quanto no Palladium: a Dolby 3D e a Real D 3D, que é também a escolhida do Cinemark. Para o espectador, as diferenças entre as duas se concentram nos óculos utilizados, já que a Dolby usa uma lente de cada cor, produzindo imagens diferentes para o olho esquerdo e para o direito, o que não acontece na Real D.
Na sala 2 do Cineplus Água Verde, a tecnologia é a MasterImage 3D, que permite que o espectador que usa óculos de grau não precise ficar sem ele para assistir ao filme. A rede afirma que, em breve, a mesma tecnologia será implantada no Jardim das Américas, que atualmente utiliza um projetor Dolby 3D.
Além de estar nas salas tradicionais, o 3D também está disponível nas salas TSX, Cinépic, XPLUS, XD, D-BOX, IMAX, 4DX, MacroXE e na sala VIP do Cinépolis. Assim como nas salas convencionais, os ingressos em sessões com projeção 3D são mais caros do que para as 2D.
Mas e o preço?
Agora que você já sabe o que encontrar em cada tipo de sala, falta descobrir qual o melhor custo-benefício. De acordo com a região da cidade, o nível de serviço e o tamanho, cada cinema cobra um valor diferente por salas do mesmo tipo. Além destes fatores, vale lembrar que as programações de cada um são diferentes, ou seja: o filme que em um cinema tem sessões em 4D pode não ter em outro, e daí por diante.
Para as salas com telas maiores e som mais potente, os preços variam dos R$ 10 cobrados às terças no Cineplus Jardim das Américas aos R$ 26 do Cinemark Mueller, no mesmo dia da semana. Para sessões com tela maior em 3D, os melhores preços são o do Cineplus Jardim das Américas: nas terças, por exemplo, o ingresso para sessões do tipo ficam em R$ 13.
Nas sessões em 4D, no começo da semana o ingresso é mais barato no Cinépolis, com preço de R$ 28. Nos fins de semana, porém, a opção mais em conta é a do Cinemark Mueller, com preço de R$ 44 em sessões iniciadas até as 17h e de R$ 47 depois desse horário. No Cinemark Mueller, há ainda as sessões XD D-BOX, que juntam tela maior e poltronas com efeitos. O ingresso dessas sessões, que acontecem esporadicamente, varia de R$ 45 a R$ 52 durante a semana, no caso das em 2D, e de R$ 49 a R$ 56, no caso das em 3D.
O preço das sessões em salas VIP 2D não varia muito do Espaço Itaú (de R$ 40 a R$ 50) para o Cinépolis (de R$ 43 a R$ 48). No entanto, apenas no Cinépolis a sala VIP tem projeção 3D; nesse caso, o preço fica entre R$ 48 e R$ 56, ao longo da semana.
Se a ideia é ver um filme em 3D mas sem gastar muito ou com muitos diferenciais além da projeção, o ingresso mais barato está no Cineplus, tanto no Água Verde quanto no Xaxim. Em ambos, os preços dos ingressos desse tipo de sessão ficam entre R$ 10 e R$ 20 ao longo da semana.
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