Passeios

Parque da região de Curitiba vira ponto de pescaria

·4 min de leitura·Giselle Ulbrich, Tribuna do Paraná
Parque da região de Curitiba vira ponto de pescaria

Para você que quer uma nova opção de lazer durante o verão, a grande Curitiba ganhou um local ideal, principalmente para ir com amigos e família. É o Parque das Águas, que fica no município de Pinhais, na região metropolitana. Lá também tem pistas de caminhada, ciclovia, playgrounds, aparelhos de ginástica, bancos, pontes e mirantes à beira de vários lagos.

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O diferente é que, além da bela vista para a Serra do Mar onde se vê o Marumbi e o Pico Paraná, também é possível pescar. Nesta região leste de Curitiba e região metropolitana, até então não havia nenhum grande local de lazer como este.

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E é justo essa possibilidade que atraiu a promotora de eventos Chandall Kalckmann, 45 anos, e o marido a conhecerem o parque ontem. Eles moram bem perto do Barigui. Mas como gostam muito de pescaria, foram conhecer o Parque das Águas, que foi inaugurado no final de novembro de 2019. “O peixe até nem é tão importante. É mais pela terapia, de ficar ali sem pensar em nada, descansando. Se for só pra caminhar, vamos no Barigui mesmo. Mas pra gente que gosta de pescar, vale muito a pena vir aqui”, disse ela, que garante que, se pegar um bom peixe, ele irá para a panela.

Chandall e o marido consideraram a estrutura boa, com banheiros e bebedouros limpos e organizados. Também conversaram com um guarda-vidas, que explicou que está lá porque, apesar de ser proibido o banho nos lagos, sabe-se que sempre haverá um teimoso tentando pular na água. A promotora só lamentou que não há muitos locais onde se abrigar do sol ou onde comprar comidas e bebidas. “Não sei se é porque hoje é dia de semana, mas não vimos nenhum ambulante, lanchonete ou food trucks”, disse ela.

Quem também aprovou a possibilidade de poder pescar foi o operador de produção Sanderson Carlos, 24 anos, que já pescava lá antes das obras. “Mas agora dá pra trazer a família junto. Antes pra sair em família tinha só o Bosque de Pinhais, que fica lá perto do autódromo. Mas é bem pequeno, não tem lago”, disse Sanderson.

Morador do bairro Maria Antonieta, em Pinhais (muito perto do parque), o operador de produção diz que sempre pega muitos lambaris. Mas sugeriu que a prefeitura coloque mais peixes, principalmente tilápias e carpas nos lagos, pois acredita que tem pouco peixe.

Só falta sombra
O líder de almoxarifado Wilson Braga, 49 anos, também gostou do local. Ele é morador do Barreirinha, em Curitiba, e depois de ver as notícias da inauguração, ficou curioso para conhecer e foi até o Parque das Águas junto com a esposa e os dois filhos, de 10 e 19 anos. Apesar de bonito e espaçoso, eles lamentaram a falta de sombras e quiosques de bebidas e comidas. “Vimos outras pessoas chegando, mas dá meia hora, 40 minutos e vão embora, porque não tem muitas árvores pra se abrigar do sol. O povo não aguenta o calor. Os parquinhos são bonitos, mas os pais ficam escaldando sentados nos bancos, cuidando dos filhos. Encontramos essa tenda aqui e ficamos embaixo dela. Mas são poucas, só vimos umas três ou quatro. Queríamos tomar uma água, um sorvete, mas não tinha onde comprar. O local é bonito, mas ainda falta um pouco de estrutura”, lamentou Wilson, que ficou 40 minutos e foi embora fugindo do calorão.

Entretenimento
O Parque das Águas, que tem entrada livre, abre das 6h às 21h e fica ao lado da Rodovia João Leopoldo Jacomel, no ponto onde começa a Estrada Ecológica. Além do estacionamento para 200 carros, o parque tem um milhão de metros quadrados, ou seja, quase do tamanho do Barigui (1,4 milhão de metros quadrados). A pista de caminhada tem mais de 2,5 quilômetros e o local ainda tem pontes, bancos, pergolados, mirante, pequenas praças, bicicletário e academia ao ar livre. Apesar dos turistas ontem não terem visto vendas de bebida e comida, a prefeitura de Pinhais garante que há praça de alimentação externa com food trucks e ambulantes na área interna.

Nos lagos, agora só se pode pescar de varinha. Apesar de Sanderson dizer que só pega lambaris, a prefeitura afirma que nas águas também há bagres, traíras, tilápias, carpas e morenitas.

Problema antigo
O Parque das Águas trouxe a solução de um grande e antigo problema de segurança pública. Antes, o local abrigava apenas cavas, onde ocorriam muitos afogamentos nas épocas de calor e homicídios à noite, pois era um local escuro, aberto e desabitado.

O desenho dos lagos foi mantido e apenas as margens foram limpas e urbanizadas. O parque tinha custo inicial de R$ 1,5 milhão, mas imprevistos no meio da obra quase dobraram o valor e a inauguração, programada inicialmente para março de 2018, só aconteceu em novembro.

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